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	<title>Biblioteca Pública Prof. Diaulas de Azevedo</title>
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		<title>Mural de Poesias</title>
		<link>http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/12/06/mural-de-poesias-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 10:57:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moacirphd</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mural de Poesias]]></category>

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		<description><![CDATA[Acontece na Biblioteca Pública Municipal a mostra: &#8220;Varal Poético&#8221; &#8211; poesia de ontem, de hoje e de sempre. Essa mostra contém poesias de grandes autores de nossa Literatura. A dinâmica é levar a poesia para a praça e deixar espaço para aqueles que desejam mostrar seus escritos. Então se delicie! Venha até a Biblioteca! Participe [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=238&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h6>Acontece na Biblioteca Pública Municipal a mostra: &#8220;Varal Poético&#8221; &#8211; poesia de ontem, de hoje e de sempre. Essa mostra contém poesias de grandes autores de nossa Literatura. A dinâmica é levar a poesia para a praça e deixar espaço para aqueles que desejam mostrar seus escritos.</h6>
<h6>Então se delicie!</h6>
<h6>Venha até a Biblioteca! Participe em nosso Blog! O espaço é todo seu!</h6>
<p> </p>
<p>Ouvir Estrelas</p>
<p>“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo</p>
<p>Perdeste o senso!”. E eu vos direi, no entanto,</p>
<p>Que para ouvi-las, muita vez desperto</p>
<p>E abro as janelas, pálido de espanto&#8230;</p>
<p>E conversamos toda a noite, enquanto</p>
<p>A Via Láctea, como um pálio aberto</p>
<p>Cintila. E, ao ver do sol, saudoso e em pranto,</p>
<p>Inda as procuro pelo céu deserto.</p>
<p>Direis agora: “tresloucado amigo!</p>
<p>Que conversas com elas? Que sentido</p>
<p>Tem o que dizem, quando estão contigo?”</p>
<p>E eu vos direi: “Amai-as para entendê-las</p>
<p>Pois só quem ama pode ter ouvido</p>
<p>Capaz de ouvir e de entender estrelas.”</p>
<p>Autor: Olavo Bilac.- Livro: Ouvindo estrelas: antologia<span id="more-238"></span></p>
<p>Canção do Exílio</p>
<p>Minha terra tem palmeiras,</p>
<p>Onde canta o sabiá;</p>
<p>As aves, que aqui gorjeiam,</p>
<p>Não gorjeiam como lá.</p>
<p>Nosso céu tem mais estrelas,</p>
<p>Nossas várzeas têm mais flores,</p>
<p>Nossos bosques têm mais vida,</p>
<p>Nossa vida mais amores.</p>
<p>Em cismar, sozinho, à noite,</p>
<p>Mais prazer encontro eu lá;</p>
<p>Minha terra tem palmeiras,</p>
<p>Onde canta o sabiá.</p>
<p>Minha terra tem primores,</p>
<p>Que tais não encontro eu cá;</p>
<p>Em cismar – sozinho, à noite –</p>
<p>Mais prazer encontro eu lá;</p>
<p>Minha terra tem palmeiras,</p>
<p>Onde canta o sabiá.</p>
<p>Não permita Deus que eu morra,</p>
<p>Sem que eu volte para lá;</p>
<p>Sem que desfrute dos primores</p>
<p>Que não encontro por cá</p>
<p>Sem qu’inda aviste as palmeiras,</p>
<p>Onde canta o sabiá.</p>
<p>(Esta poesia é um hino de amor ao Brasil e às suas belezas naturais).</p>
<p>- Autor: Gonçalves Dias. &#8211; Livro: Ouvindo estrelas: antologia</p>
<p>DEBAIXO DO TAMARINDO</p>
<p>No tempo de meu pai, sob estes galhos,</p>
<p>Como uma vela fúnebre de cera,</p>
<p>Chorei bilhões de vezes com a canseira</p>
<p>De inexorabilíssimos trabalhos!</p>
<p>Hoje, esta árvore de amplos agasalhos</p>
<p>Guarda, como uma caixa derradeira,</p>
<p>O passado da flora brasileira</p>
<p>E a paleontologia dos carvalhos!</p>
<p>Quando pararem todos os relógios</p>
<p>De minha vida, e a voz dos necrológios</p>
<p>Gritar nos noticiários que eu morri,</p>
<p>Voltando à pátria da homogeneidade,</p>
<p>Abraçada com a própria Eternidade,</p>
<p>A minha sombra há de ficar aqui!</p>
<p>- Autor: Augusto dos Anjos. &#8211; Livro: Ouvindo estrelas: antologia.</p>
<p>A CONSEQUÊNCIA</p>
<p>O pássaro volta para as folhas da árvore comum e se</p>
<p>Enfeita com elas. A árvore se enfeita com o pássaro</p>
<p>E as folhas.</p>
<p>O mundo se enfeita com a árvore e assim por diante.</p>
<p>O pássaro espera assustado.</p>
<p>O mundo está todo em expectativa.</p>
<p>É uma luta de coração a coração.</p>
<p>De repente surge na beira do rio a cabecinha de um peixe</p>
<p>Cheia de colares redondos e brilhantes feitos de água e sol.</p>
<p>A RESPOSTA</p>
<p>No exato momento escuto um canto</p>
<p>Tão breve como deve ser o milagre.</p>
<p>O peixe se cobre com as águas e desaparece. O colar fica sobre o rio,</p>
<p>Levando amor rio-abaixo, rio-acima.</p>
<p>Autor: Bartolomeu Campos de Queiroz. &#8211; Livro: O peixe e o pássaro.</p>
<p>De onde veio a</p>
<p>Inspiração</p>
<p>Pra Santos Dumont inventar</p>
<p>O avião?</p>
<p>Estava batendo asas</p>
<p>Na palavra</p>
<p>Gavião.</p>
<p>- Autor: Luiz Roberto Guedes. Livro: Bicharada de tinta.</p>
<p>A ONDA</p>
<p>a onda anda</p>
<p>aonde anda</p>
<p>a onda?</p>
<p>a onda ainda</p>
<p>ainda onda</p>
<p>ainda anda</p>
<p>aonde?</p>
<p>aonde?</p>
<p>a onda a onda</p>
<p>- Autor: Manoel Bandeira. &#8211; Livro: Estrela da tarde.</p>
<p>VELHAS ÁRVORES</p>
<p>Olha estas velhas árvores, mais belas</p>
<p>Do que as árvores novas, mais amigas:</p>
<p>Tanto mais belas quanto mais antigas,</p>
<p>Vencedoras da idade e das procelas&#8230;</p>
<p>O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas</p>
<p>Vivem, livres de fomes e fadigas;</p>
<p>E em seus galhos abrigam-se as cantigas</p>
<p>E os amores das aves tagarelas.</p>
<p>Não choremos, amigo, a mocidade!</p>
<p>Envelheçamos rindo! envelheçamos</p>
<p>Como as árvores fortes envelhecem:</p>
<p>Na glória da alegria e da bondade,</p>
<p>Agasalhando os pássaros nos ramos,</p>
<p>Dando sombra e consolo aos que padecem!</p>
<p>- Autor: Olavo Bilac. Livro: Ouvindo estrelas: antologia.</p>
<p>Pescaria</p>
<p>Cesto de peixes no chão.</p>
<p>Cheio de peixes, o mar.</p>
<p>Cheiro de peixe pelo ar.</p>
<p>E peixes no chão.</p>
<p>Chora a espuma pela areia,</p>
<p>na maré cheia.</p>
<p>As mãos do mar vê e vão,</p>
<p>as mão do mar pela areia</p>
<p>onde os peixes estão.</p>
<p>As mãos do mar vêm e vão,</p>
<p>em vão.</p>
<p>Não chegarão</p>
<p>aos peixes do chão.</p>
<p>Por isso chora, na areia</p>
<p>a espuma da maré cheia.</p>
<p>- Autor: Cecília Meireles. &#8211; Livro: Ou isto ou aquilo.</p>
<p>Trucidaram o rio</p>
<p>Prendei o rio</p>
<p>Maltratai o rio</p>
<p>Trucidai o rio</p>
<p>A água não morre</p>
<p>A água que é feita</p>
<p>de gotas inermes</p>
<p>Que um dia serão</p>
<p>Maiores que o rio</p>
<p>Grandes como o oceano</p>
<p>Fortes como os gelos</p>
<p>Os gelos polares</p>
<p>Que tudo arrebentam.</p>
<p>- Autor: Roseana Murray. &#8211; Livro: Classificados poéticos</p>
<p>Cidadezinha qualquer</p>
<p>Casas entre bananeiras</p>
<p>mulheres entre laranjeiras</p>
<p>pomar amor cantar.</p>
<p>Um homem vai devagar.</p>
<p>Um cachorro vai devagar.</p>
<p>Um burro vai devagar.</p>
<p>Devagar&#8230; as janelas olham.</p>
<p>Eta vida besta, meu Deus.</p>
<p>- Autor: Carlos Drummond de Andrade. &#8211; Livro: Seleta em prosa e verso</p>
<p>Canção da tarde no campo</p>
<p>Caminho no campo verde,</p>
<p>estrada depois de estrada.</p>
<p>Cercas de flores, palmeiras,</p>
<p>serra azul, água calada.</p>
<p>Eu ando sozinha</p>
<p>no meio do vale.</p>
<p>Mas a tarde é minha.</p>
<p>Meus pés vão pisando a terra</p>
<p>que é a imagem da minha vida:</p>
<p>tão vazia, mas tão bela,</p>
<p>tão certa, mas tão perdida!</p>
<p>Eu ando sozinha</p>
<p>por cima de pedras.</p>
<p>Mas a flor é minha.</p>
<p>Os meus passos no caminho</p>
<p>são como os passos da lua:</p>
<p>vou chegando, vais fugindo</p>
<p>minha alma é a sombra da tua.</p>
<p>Eu ando sozinha</p>
<p>por dentro de bosques.</p>
<p>Mas a fonte é minha.</p>
<p>De tanto olhar para longe,</p>
<p>não vejo o que passa perto.</p>
<p>Subo monte, desço monte,</p>
<p>meu peito é puro deserto.</p>
<p>Eu ando sozinha,</p>
<p>ao longo da noite.</p>
<p>Mas a estrela é minha.</p>
<p>- Autor: Cecília Meireles. &#8211; Livro: Os melhores poemas.</p>
<p>O RIO</p>
<p>Uma gota de chuva</p>
<p>A mais, e o ventre grávido</p>
<p>Estremeceu, da terra.</p>
<p>Através de antigos</p>
<p>Sedimentos, rochas</p>
<p>Ignoradas, ouro</p>
<p>Carvão, ferro e mármore</p>
<p>Um frio cristalino</p>
<p>Distante milênios</p>
<p>Partiu fragilmente</p>
<p>Sequioso de espaço</p>
<p>Em busca de luz</p>
<p>Um rio nasceu.</p>
<p>Autor: Vinícius de Moraes. &#8211; Livro: Antologia poética</p>
<p>O AUTORRETRATO</p>
<p>No retrato que me faço</p>
<p>- traço a traço -</p>
<p>Ás vezes me pinto nuvem</p>
<p>Ás vezes me pinto árvore&#8230;</p>
<p>- Autor: Mário Quintana. &#8211; Livro: Poesias</p>
<p>Baile no Sereno</p>
<p>Cantador canta tristeza,</p>
<p>canta alegria também.</p>
<p>É de sua natureza</p>
<p>cantar o mal e o bem.</p>
<p>Pois ele tem dentro dele</p>
<p>o canto que o canto tem&#8230;</p>
<p>Por isso, se o mar secar,</p>
<p>se cobra comprar sapato,</p>
<p>se cachorro virar gato,</p>
<p>se o mudo puder falar,</p>
<p>Se a chuva chover pra cima,</p>
<p>se barata for grã-fina,</p>
<p>Quando o embaixador for em cima,</p>
<p>Cantador vai se calar.</p>
<p>- Autor: Ruth Rocha. &#8211; Livro: Baile no sereno</p>
<p>VIVER</p>
<p>Quem nunca quis morrer</p>
<p>Não sabe o que é viver</p>
<p>Não sabe que viver é abrir uma janela</p>
<p>E pássaros sairão por ela</p>
<p>E hipocampos fosforescentes</p>
<p>Medusas translúcidas</p>
<p>Radiadas</p>
<p>Estrelas-do-mar&#8230; Ah,</p>
<p>Viver é sair de repente</p>
<p>Do fundo do mar</p>
<p>E voar&#8230;</p>
<p>e voar&#8230;</p>
<p>cada vez para mais alto</p>
<p>Como depois de se morrer!</p>
<p>- Autor: Mário Quintana. &#8211; Livro: Baú de espanto</p>
<p>Os Poemas</p>
<p>Os poemas são pássaros que chegam</p>
<p>não se sabe de onde e pousam</p>
<p>no livro que lês.</p>
<p>Quando fechas o livro, eles alçam vôo</p>
<p>como de um alçapão.</p>
<p>Eles não têm pouso</p>
<p>nem porto</p>
<p>alimentam-se um instante em cada par de mãos</p>
<p>e partem.</p>
<p>E olhas, então, essas tuas mãos vazias,</p>
<p>no maravilhado espanto de saberes</p>
<p>que o alimento deles já estava em ti&#8230;</p>
<p>- Autor: Mário Quintana. &#8211; Livro: Poesias</p>
<p>Canção do Dia de Sempre</p>
<p>Tão bom viver dia a dia…</p>
<p>A vida assim, jamais cansa…</p>
<p>Viver tão só de momentos</p>
<p>Como estas nuvens no céu…</p>
<p>E só ganhar, toda a vida,</p>
<p>Inexperiência… esperança…</p>
<p>E a rosa louca dos ventos</p>
<p>Presa à copa do chapéu.</p>
<p>Nunca dês um nome a um rio:</p>
<p>Sempre é outro rio a passar.</p>
<p>Nada jamais continua,</p>
<p>Tudo vai recomeçar!</p>
<p>E sem nenhuma lembrança</p>
<p>Das outras vezes perdidas,</p>
<p>Atiro a rosa do sonho</p>
<p>Nas tuas mãos distraídas…</p>
<p>- Autor: Mário Quintana. &#8211; Livro: Poesias</p>
<p>Tempo</p>
<p>A mim que desde a infância venho vindo</p>
<p>como se o meu destino</p>
<p>fosse o exato destino de uma estrela</p>
<p>apelam incríveis coisas:</p>
<p>pintar as unhas, descobrir a nuca,</p>
<p>piscar os olhos, beber.</p>
<p>Tomo o nome de Deus num vão.</p>
<p>Descobri que a seu tempo</p>
<p>vão me chorar e esquecer.</p>
<p>Vinte anos mais vinte é o que tenho,</p>
<p>mulher ocidental que se fosse homem</p>
<p>amaria chamar-se Eliud Jonathan.</p>
<p>Neste exato momento do dia vinte de julho</p>
<p>de mil novecentos e setenta e seis,</p>
<p>o céu é bruma, está frio, estou feia,</p>
<p>acabo de receber um beijo pelo correio.</p>
<p>Quarenta anos: não quero faca nem queijo. Quero a fome.</p>
<p>- Autor: Adélia Prado. &#8211; Livro: Poesia reunida</p>
<p>NEUROLINGUÍSTICA</p>
<p>Quando ele me disse</p>
<p>ô linda,</p>
<p>pareces uma rainha,</p>
<p>fui ao cúmice do ápice</p>
<p>mas segurei meu desmaio.</p>
<p>Aos sessenta anos de idade,</p>
<p>vinte de casta viuvez,</p>
<p>quero estar bem acordada,</p>
<p>caso ele fale outra vez.</p>
<p>- Autor: Adélia Prado. &#8211; Livro: Poesia reunida</p>
<p>AZUL SOBRE AMARELO, MARAVILHA É ROXO</p>
<p>Desejo, como quem sente fome ou sede,</p>
<p>um caminho de areia margeado de boninas,</p>
<p>onde só cabem a bicicleta e seu dono.</p>
<p>Desejo, como uma funda saudade</p>
<p>de homem ficado órfão pequenino,</p>
<p>um regaço e o acalanto, a amorosa tenaz de uns dedos</p>
<p>para um forte carinho em minha nuca.</p>
<p>Brotam os matinhos depois da chuva,</p>
<p>brotam os desejos do corpo.</p>
<p>Na alma, o querer de um mundo tão pequeno,</p>
<p>como o que tem nas mãos o Menino Jesus de Praga.</p>
<p>- Autor: Adélia Prado. &#8211; Livro: Poesia reunida</p>
<p>MÓDULO DE VERÃO</p>
<p>As cigarras começaram de novo, brutas e brutas.</p>
<p>Nem um pouco delicadas as cigarras são.</p>
<p>Esguicham atarraxadas nos troncos</p>
<p>o vidro moído de seus peitos, todo ele</p>
<p>(chamado canto) cinzento-seco, garra</p>
<p>de pêlo, arame, um áspero metal.</p>
<p>As cigarras têm cabeça de noiva,</p>
<p>as asas como véu, translúcidas.</p>
<p>As cigarras têm o que fazer,</p>
<p>têm olhos perdoáveis.</p>
<p>- Quem não quis junto deles uma agulha??</p>
<p>- Filhinho meu, vem comer,</p>
<p>ó meu amor, vem dormir.</p>
<p>Que noite tão clara e quente,</p>
<p>ó vida breve e boa!</p>
<p>A cigarra atrela as patas</p>
<p>é no meu coração.</p>
<p>O que ela fica gritando eu não entendo,</p>
<p>sei que é pura esperança.</p>
<p>- Autor: Adélia Prado. &#8211; Livro: Poesia reunida</p>
<p>BUCÓLICA NOSTÁLGICA</p>
<p>Ao entardecer no mato, a casa entre</p>
<p>bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,</p>
<p>aparece dourada. Dentro dela, agachados,</p>
<p>na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,</p>
<p>rápidos como se fossem ao Êxodo, comem</p>
<p>feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,</p>
<p>muitas vezes abóbora.</p>
<p>Depois, café na canequinha e pito.</p>
<p>O que um homem precisa pra falar,</p>
<p>entre enxada e sono: Louvado seja Deus!</p>
<p>- Autor: Adélia Prado. &#8211; Livro: Poesia reunida</p>
<p>A D. BÁRBARA ELIODORA,</p>
<p>SUA ESPOSA</p>
<p>(Remetida do cárcere na Ilha das Cobras)</p>
<p>Bárbara bela,</p>
<p>Do Norte estrela,</p>
<p>Que o meu destino</p>
<p>Sabes guiar,</p>
<p>De ti ausente,</p>
<p>Triste somente</p>
<p>As horas passo</p>
<p>A suspirar.</p>
<p>Isto é castigo</p>
<p>que Amor me dá.</p>
<p>Por entre as penhas</p>
<p>De incultas brenhas</p>
<p>Cansa-me a vista</p>
<p>De te buscar;</p>
<p>Porém não vejo</p>
<p>Mais que o desejo,</p>
<p>Sem esperança</p>
<p>De te encontrar.</p>
<p>Isto é castigo</p>
<p>que Amor me dá.</p>
<p>Eu bem queria</p>
<p>A noite e o dia</p>
<p>Sempre contigo</p>
<p>Poder passar;</p>
<p>Mas orgulhosa</p>
<p>Sorte invejosa</p>
<p>Desta fortuna</p>
<p>Me quer privar.</p>
<p>Isto é castigo</p>
<p>que Amor me dá.</p>
<p>Tu, entre os braços,</p>
<p>Ternos abraços</p>
<p>Da filha amada</p>
<p>Podes gozar.</p>
<p>Priva-me a estrela</p>
<p>De ti e dela,</p>
<p>Busca dois modos</p>
<p>De me matar.</p>
<p>Isto é castigo</p>
<p>que Amor me dá.</p>
<p>Autor: Alvarenga Peixoto – Livro: CLÁSSICOS da poesia brasileira: antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo.</p>
<p>ADORMECIDA</p>
<p>Ses longs cheveux épars la couvrent toute entière.</p>
<p>La croix de son collier repose dans sa main,</p>
<p>Comme pour témoigner qu’elle a fait sa prière,</p>
<p>Est qu’elle va la faire en séveillant demain.</p>
<p>A. DE MUSSET.</p>
<p>Uma noite, eu me lembro&#8230; Ela dormia</p>
<p>Numa rede encostada molemente&#8230;</p>
<p>Quase aberto o roupão&#8230; solto o cabelo</p>
<p>E o pé descalço do tapete rente.</p>
<p>‘Stava aberta a janela. Um cheiro agreste</p>
<p>Exalavam as silvas da campina&#8230;</p>
<p>E ao longe, num pedaço do horizonte,</p>
<p>Via-se a noite plácida e divina.</p>
<p>De um jasmineiro os galhos encurvados,</p>
<p>Indiscretos entravam pela sala,</p>
<p>E de leve oscilando ao tom das auras,</p>
<p>Iam na face trêmulos – beija-la.</p>
<p>Era um quadro celeste!&#8230; A cada afago</p>
<p>Mesmo em sonhos a moça estremecia&#8230;</p>
<p>Quando ela serenava&#8230; a flor beijava-a&#8230;</p>
<p>Quando ela ia beijar-lhe&#8230; a flor fugia&#8230;</p>
<p>Dir-se-ia que naquele doce instante</p>
<p>Brincavam duas cândidas crianças&#8230;</p>
<p>A brisa, que agitava as folhas verdes,</p>
<p>Fazia-lhe ondear as negras tranças!</p>
<p>E o ramo ora chegava, ora afastava-se&#8230;</p>
<p>Mas quando a via despertada a meio,</p>
<p>Pra não zangá-la&#8230; sacudia alegre</p>
<p>Uma chuva de pétalas no seio&#8230;</p>
<p>Eu, fitando esta cena, repetia</p>
<p>Naquela noite lânguida e sentida:</p>
<p>“Ó flor! – tu és a virgem das campinas!</p>
<p>Virgem! – tu és a flor de minha vida!&#8230;”</p>
<p>–Autor: Castro Alves. &#8211; Livro: CLÁSSICOS da poesia brasileira: antologia da poesia brasileira anterior ao Modernismo</p>
<p>A REVELAÇÃO</p>
<p>Para Charlô</p>
<p>É preciso três coisas para atravessar:</p>
<p>o barco (que é você),</p>
<p>o sonho (que é a carga),</p>
<p>o caminho (que é o aonde ir)</p>
<p>Se você tiver um caminho</p>
<p>Encontrará todos os seus caminhos.</p>
<p>Praça Benedito Calixto, Sampa</p>
<p>15 de agosto de 1998</p>
<p>Autor: Elisa Lucinda. Livro: Euteamo e suas estréias.</p>
<p>AIS OU MENOS</p>
<p>(oração pela descrença)</p>
<p>Senhor,</p>
<p>peço poderes sobre o sono,</p>
<p>esse sol em que me ponho</p>
<p>a sofrer meus ais ou menos,</p>
<p>sombra, quem sabe, dentro de um sonho.</p>
<p>Quero forças para o salto</p>
<p>do abismo onde me encontro</p>
<p>ao hiato onde me falto.</p>
<p>Por dentro de mim, a pedra,</p>
<p>e, aos pés da pedra,</p>
<p>essa sombra, pedra que se esfalfa.</p>
<p>Pedra, letra, estrela à solta,</p>
<p>sim, quero viver sem fé,</p>
<p>levar a vida que falta</p>
<p>sem nunca saber quem é.</p>
<p>- Autor: Paulo Leminski. Livro: Distraídos venceremos.</p>
<p>ALMA MINHA GENTIL, QUE TE PARTISTE</p>
<p>Alma minha gentil, que te partiste</p>
<p>tão cedo desta vida descontente,</p>
<p>repousa lá no Céu eternamente,</p>
<p>e viva eu cá na terra sempre triste.</p>
<p>Se lá no assento etéreo, onde subiste,</p>
<p>memória desta vida se consente,</p>
<p>não te esqueças daquele amor ardente</p>
<p>que já nos olhos meus tão puro viste.</p>
<p>E se vires que pode merecer-te</p>
<p>alguma coisa a dor que me ficou</p>
<p>da mágoa, sem remédio, de perder-te,</p>
<p>roga a Deus, que teus anos encurtou,</p>
<p>que tão cedo de cá me leve a ver-te,</p>
<p>quão cedo de meus olhos te levou.</p>
<p>Autor: Luís de Camões – Livro: Camões Ética e Lírica</p>
<p>AMOR É UM FOGO QUE ARDE SEM SE VER</p>
<p>Amor é um fogo que arde sem se ver,</p>
<p>é ferida que dói, e não se sente,</p>
<p>é um contentamento descontente,</p>
<p>é dor que desatina sem doer.</p>
<p>É um não querer mais que bem querer;</p>
<p>é um andar solitário entre a gente;</p>
<p>é nunca contentar-se de contente;</p>
<p>é um cuidar que ganha em se perder.</p>
<p>É querer estar preso por vontade;</p>
<p>é servir a quem vence o vencedor;</p>
<p>é ter, com quem nos mata, lealdade.</p>
<p>Mas como causar pode seu favor</p>
<p>nos corações humanos amizade,</p>
<p>se tão contrário a si é o mesmo Amor?</p>
<p>Autor: Luís de Camões – Livro: Camões Ética e Lírica</p>
<p>APARÊNCIA</p>
<p>Entre os enleios do mundo</p>
<p>não descuide a aparência</p>
<p>à hora em que o lusco-fusco</p>
<p>desse mundo se adensa.</p>
<p>O musgo verde sobre a ruína.</p>
<p>Algum açúcar sobre o amargo.</p>
<p>A fina teia que elimina</p>
<p>as arestas do agravo.</p>
<p>Basta o verniz a bem do estilo.</p>
<p>Um penhor de brilho nos olhos</p>
<p>logra ofuscar pelo visto</p>
<p>a substância mais sólida.</p>
<p>Ser de fato não interessa</p>
<p>(pelo que parece). A aparência</p>
<p>afeita ao sonegar sonega</p>
<p>e dorme o sono da inocência.</p>
<p>– Autor: Henriqueta Lisboa – Livro: Pousada do ser.</p>
<p>AUTOPSICOGRAFIA</p>
<p>01-04-1931</p>
<p>O Poeta é um fingidor.</p>
<p>Finge tão completamente</p>
<p>Que chega a fingir que é dor</p>
<p>A dor que deveras sente.</p>
<p>E os que lêem o que escreve,</p>
<p>Na dor lida sentem bem,</p>
<p>Não as duas que ele teve,</p>
<p>Mas só a que eles não têm.</p>
<p>E assim nas calhas de roda</p>
<p>Gira, a entreter a razão,</p>
<p>Esse comboio de corda</p>
<p>Que se chama o coração.</p>
<p>– Autor: Fernando Pessoa – Livro: Poemas escolhidos.</p>
<p>AVISO AOS NÁUFRAGOS</p>
<p>Esta página, por exemplo,</p>
<p>não nasceu para ser lida.</p>
<p>Nasceu para ser pálida,</p>
<p>um mero plágio da Ilíada,</p>
<p>alguma coisa que cala,</p>
<p>folha que volta pro galho,</p>
<p>muito depois de caída.</p>
<p>Nasceu para ser praia,</p>
<p>quem sabe Andrômeda, Antártida,</p>
<p>Himalaia, sílaba sentida,</p>
<p>nasceu para ser última</p>
<p>a que não nasceu ainda.</p>
<p>Palavras trazidas de longe</p>
<p>pelas águas do Nilo,</p>
<p>um dia, esta página, papiro,</p>
<p>vai ter que ser traduzida,</p>
<p>para o símbolo, para o sânscrito,</p>
<p>para todos os dialetos da Índia,</p>
<p>vai ter que dizem bom-dia,</p>
<p>ao que só se diz ao pé do ouvido,</p>
<p>vai ter que ser a brusca pedra</p>
<p>onde alguém deixou cair o vidro.</p>
<p>Não é assim que é a vida?</p>
<p>Autor: Paulo Leminski. Livro: Distraídos venceremos</p>
<p>AVISO</p>
<p>Se prepare</p>
<p>talvez você seja</p>
<p>um deflagrador descambado</p>
<p>de muitos poemas de amor.</p>
<p>Se prepare</p>
<p>não se assuste</p>
<p>não me apague</p>
<p>talvez você se depare</p>
<p>com seu medo</p>
<p>bem no meio de sua coragem</p>
<p>Vila Velha, 29 de outubro de 1994.</p>
<p>- Autor: Elisa Lucinda. Livro: Euteamo e suas estréias.</p>
<p>BEM NO FUNDO</p>
<p>no fundo, no fundo,</p>
<p>bem lá no fundo,</p>
<p>a gente gostaria</p>
<p>de ver nossos problemas</p>
<p>resolvidos por decreto</p>
<p>a partir desta data,</p>
<p>aquela mágoa sem remédio</p>
<p>é considerada nula</p>
<p>e sobre ela – silêncio perpétuo</p>
<p>extinto por lei todo o remorso,</p>
<p>maldito seja quem olhar pra trás,</p>
<p>lá pra trás não há nada,</p>
<p>e nada mais</p>
<p>mas problemas não se resolvem,</p>
<p>problemas têm família grande,</p>
<p>e aos domingos saem todos passear</p>
<p>o problema, sua senhora</p>
<p>e outros pequenos probleminhas</p>
<p>Autor: Paulo Leminski. Livro: Distraídos venceremos.</p>
<p>LIRA XXX</p>
<p>Junto a uma clara fonte</p>
<p>A mãe de Amor se sentou;</p>
<p>Encostou na mão o rosto,</p>
<p>No leve sono pegou.</p>
<p>Cupido, que a viu de longe,</p>
<p>Contente ao lugar correu;</p>
<p>Cuidando que era Marília,</p>
<p>Na face um beijo lhe deu.</p>
<p>Acorda Vênus irada:</p>
<p>Amor a conhece, e então</p>
<p>Da ousadia, que teve,</p>
<p>Assim lhe pede o perdão:</p>
<p>Foi fácil, ó mãe formosa,</p>
<p>Foi fácil o engano meu;</p>
<p>Que o semblante de Marília</p>
<p>É todo o semblante teu.</p>
<p>Autor: Tomás Antônio Gonzaga – Livro: Clássicos da poesia brasileira.</p>
<p>LUA</p>
<p>Ele me pegou a boca</p>
<p>e com os dedos</p>
<p>percorreu cada pedaço</p>
<p>de meu sorriso</p>
<p>E me tirou a toalha</p>
<p>provou meu corpo molhado</p>
<p>e me apertando alcançou</p>
<p>a saudade que de mim sentia</p>
<p>- Autor: Malluh Praxedes – Livro: Suspiração</p>
<p>MARIA-PELEGO-PRETO</p>
<p>Maria-pelego-preto, moça de 18 anos, era abundante de pêlos no pente.</p>
<p>A gente pagava pra ver o fenômeno.</p>
<p>A moça cobria o rosto com um lençol branco e deixava pra fora só o pelego preto que se espalhava quase até pra cima do umbigo.</p>
<p>Era uma romaria chimite!</p>
<p>Na porta o pai entrevado recebendo as entradas&#8230;</p>
<p>Um senhor respeitável disse que aquilo era uma indignidade e um desrespeito às instituições da família e da Pátria!</p>
<p>Mas parece que era fome.</p>
<p>- Autor: Manoel de Barros – Livro: Poemas concebidos sem pecados</p>
<p>MEU FILHO COMIGO</p>
<p>Enquanto os quartos das crianças crescem,</p>
<p>os meus cantos diminuem.</p>
<p>O escritório cederá à soberania da sacada.</p>
<p>Não se terá um aposento para se ler concentrado.</p>
<p>As bolas estarão debaixo do sofá.</p>
<p>A cama será invadida por lâmpadas e sirenes.</p>
<p>A mesa acumula têmperas e riscos.</p>
<p>Minha casa é – progressivamente –</p>
<p>o porta-retrato dos filhos.</p>
<p>Autor: Fabrício Carpinejar – Livro: Meu filho, minha filha.</p>
<p>MINHA FILHA SEM MIM</p>
<p>Minha filha, não era feriado</p>
<p>Para zoológico. Frio, chuva e lama.</p>
<p>Os bichos apequenados pela neblina,</p>
<p>grudados no osso das celas.</p>
<p>estranharam nossa procissão</p>
<p>de guarda-chuvas. As galerias</p>
<p>intermináveis, as grades,</p>
<p>os baldes com a comida parada.</p>
<p>No meio do horror,</p>
<p>Um casal de babuínos se penteava.</p>
<p>O macho limpava a fêmea</p>
<p>com lentidão, generosidade.</p>
<p>Ela de costas, imóvel e confiante.</p>
<p>Ele puxava os fios grisalhos dela,</p>
<p>acalmava o pêlo de floresta.</p>
<p>As palmas brancas, quase avermelhadas,</p>
<p>iam repondo a pele feminina</p>
<p>como quem estende</p>
<p>a toalha de mesa na janela.</p>
<p>Não falei mais nada todo o dia,</p>
<p>por inveja dos animais.</p>
<p>Autor: Fabrício Carpinejar – Livro: Meu filho, minha filha.</p>
<p>PERCURSO</p>
<p>É chegar e partir</p>
<p>a jacto.</p>
<p>É suspirar e desistir</p>
<p>a vôo de pássaro.</p>
<p>Ainda ontem chegavas</p>
<p>entre nuvens de sonho</p>
<p>ao centro da plataforma.</p>
<p>Para o que és e não foste.</p>
<p>Agora partes</p>
<p>à míngua de força</p>
<p>para além dos arredores.</p>
<p>No breve percurso diário</p>
<p>dilacera-se o indócil</p>
<p>ser humano</p>
<p>pelo fato de estar</p>
<p>ombro a ombro</p>
<p>com o próximo.</p>
<p>Autor: Henriqueta Lisboa – Livro: Pousada do ser.</p>
<p>QUALQUER MÚSICA</p>
<p>09-10-1927</p>
<p>Qualquer música, ah, qualquer</p>
<p>Logo que me tire da alma</p>
<p>Esta incerteza que quer</p>
<p>Qualquer impossível calma!</p>
<p>Qualquer música – guitarra,</p>
<p>Viola, harmônio, realejo&#8230;</p>
<p>Um canto que se desgarra&#8230;</p>
<p>Um sonho em que nada vejo&#8230;</p>
<p>- Autor: Fernando Pessoa – Livro: Poemas escolhidos.</p>
<p>REINADO</p>
<p>Hoje é o grande dia</p>
<p>muito festejado.</p>
<p>Vamos receber</p>
<p>a coroa do rosário.</p>
<p>Entramos a capela</p>
<p>rodeada de gente.</p>
<p>Ouvimos os ternos</p>
<p>de Congo Moçambique.</p>
<p>Se Zambi nos tirasse</p>
<p>agora, tudo morria.</p>
<p>Ajoelhados</p>
<p>recebemos a coroa.</p>
<p>Vamos amparar ela</p>
<p>e receber o manto.</p>
<p>Do céu veio descendo</p>
<p>uma duas ternuras.</p>
<p>Está coroado o novo</p>
<p>estado, está coroado.</p>
<p>Nos levantamos rei</p>
<p>rainha do rosário.</p>
<p>Tantos vivem em nós</p>
<p>que não morremos.</p>
<p>Os santos de devoção</p>
<p>seguem mesmo navio.</p>
<p>Em nós a alegria, em</p>
<p>nós o compromisso.</p>
<p>Quem leva a coroa</p>
<p>não tira mais nunca.</p>
<p>Por mais que a morte</p>
<p>corte nossa cabeça.</p>
<p>Autor: Edmilson de Almeida Pereira – Livro: A roda do mundo.</p>
<p>SAUDOSA AMNÉSIA</p>
<p>a um amigo que perdeu a memória</p>
<p>Memória é coisa recente.</p>
<p>Até ontem, quem lembrava?</p>
<p>A coisa veio antes,</p>
<p>ou, antes, foi a palavra?</p>
<p>Ao perder a lembrança,</p>
<p>grande coisa não se perde.</p>
<p>Nuvens, são sempre brancas.</p>
<p>O mar? Continua verde.</p>
<p>Autor: Paulo Leminski.- Livro: Distraídos venceremos.</p>
<p>A vida não tem ensaio</p>
<p>mas tem novas chances</p>
<p>Viva a burilação eterna, a possibilidade:</p>
<p>o esmeril dos dissabores!</p>
<p>Abaixo o estéril arrependimento</p>
<p>a duração inútil dos rancores</p>
<p>Um brinde ao que está sempre nas nossas mãos:</p>
<p>a vida inédita pela frente</p>
<p>e a virgindade dos dias que virão!</p>
<p>Flor do Leblon, Rio, 18 de dezembro de 1997</p>
<p>- Autor: Elisa Lucinda. &#8211; Livro: Euteamo e suas estréias</p>
<p>ÚLTIMO AVISO</p>
<p>caso alguma coisa me acontecer,</p>
<p>informem a família,</p>
<p>foi assim, assim tinha que ser</p>
<p>tinha que ser dor e dor</p>
<p>esse processo de crescer</p>
<p>tinha que vir dobrado</p>
<p>esse medo de não ser</p>
<p>tinha que ser mistério</p>
<p>esse meu modo de desaparecer</p>
<p>um poema, por exemplo,</p>
<p>caso alguma coisa me suceder,</p>
<p>vá que seja um indício</p>
<p>quem sabe ainda não acabei de escrever</p>
<p>Autor: Paulo Leminski.- Livro: Distraídos venceremos.</p>
<p>Leilão de Jardim</p>
<p>Quem me compra um jardim com flores?</p>
<p>borboletas de muitas cores,</p>
<p>lavadeiras e passarinhos,</p>
<p>ovos verdes e azuis nos ninhos?</p>
<p>Quem me compra este caracol?</p>
<p>Quem me compra um raio</p>
<p>de sol?</p>
<p>Um lagarto entre o muro e a hera,</p>
<p>uma estátua da Primavera?</p>
<p>Quem me compra este formigueiro?</p>
<p>E este sapo, que é jardineiro?</p>
<p>E a cigarra e a sua</p>
<p>canção?</p>
<p>E o grilinho dentro</p>
<p>do chão?</p>
<p>(Este é meu leilão!)</p>
<p>Autor: Cecília Meireles. &#8211; Livro: Os melhores poemas.</p>
<p>CIRANDA</p>
<p>.</p>
<p>Eu queria ser a rosa</p>
<p>lá-lá-rá-lá-lá-lá-lá,</p>
<p>E, vivendo num jardim,</p>
<p>.</p>
<p>Ter besouros, borboletas,</p>
<p>lá-lá-rá-lá-lá-lá-lá,</p>
<p>Cirandando ao pé de mim ! &#8230;</p>
<p>.</p>
<p>Eu queria ser a praia,</p>
<p>Ló-ló-ró-ló-ló-ló-ló.</p>
<p>Onde as ondas vão brincar;</p>
<p>.</p>
<p>E seria toda a vida,</p>
<p>Ló-ló-ró-ló-ló-ló-ló.</p>
<p>Bem querida pelo mar !</p>
<p>.</p>
<p>Eu queria ser estrela,</p>
<p>Li-li-ri-li-li-li-li,</p>
<p>sendo a noite minha irmã,</p>
<p>.</p>
<p>Para despontar à tarde,</p>
<p>Li-li-ri-li-li-li-li,</p>
<p>E esconder-me de manhã ! &#8230;</p>
<p>- Autor: Cecília Meireles. &#8211; Livro: Criança, meu amor.</p>
<p>CLASSIFICADOS POÉTICOS</p>
<p>Procura-se algum lugar no planeta</p>
<p>Onde a vida seja sempre uma festa</p>
<p>Onde o homem não mate</p>
<p>Nem bicho nem homem</p>
<p>E deixe em paz</p>
<p>As árvores na floresta.</p>
<p>Procura-se algum lugar no planeta</p>
<p>Onde a vida seja sempre uma dança</p>
<p>E mesmo as pessoas mais graves</p>
<p>Tenham no rosto um olhar de criança.</p>
<p>Classificados Poéticos &#8211; Roseana Murray</p>
<p>Troco um fusca branco</p>
<p>Por um cavalo cor de vento</p>
<p>Um cavalo mais veloz que o pensamento.</p>
<p>Quero que ele me leve pra bem longe</p>
<p>E que galope ao deus-dará</p>
<p>Que me cansei deste engarrafamento&#8230;</p>
<p>Ainda dos Classificados Poéticos de Roseana Murray</p>
<p>Menino que mora num planeta azul feito a cauda de um cometa</p>
<p>Quer se corresponder com alguém de outra galáxia</p>
<p>Neste planeta onde o menino mora</p>
<p>As coisas não vão tão bem assim:</p>
<p>O azul está ficando desbotado</p>
<p>E os homens brincam de guerra</p>
<p>É só apertar um botão</p>
<p>Que o planeta Terra vai pelos ares&#8230;</p>
<p>Então o menino procura com urgência</p>
<p>alguém de outra galáxia</p>
<p>para trocarem selos, figurinhas</p>
<p>e esperanças.</p>
<p>Habitante de outra galáxia</p>
<p>Aceita corresponder-se com o menino</p>
<p>Do planeta azul.</p>
<p>O mundo deste habitante é todo</p>
<p>feito de vento e cheira a jasmim.</p>
<p>Não há fome nem há guerra</p>
<p>E, nas tardes perfumadas</p>
<p>As pessoas passeiam de mãos dadas</p>
<p>E costumam rir à toa.</p>
<p>Nesta galáxia ninguém faz a morte,</p>
<p>Ela acontece naturalmente</p>
<p>Como o sono depois da festa.</p>
<p>Os habitantes não mentem</p>
<p>E por isso os seus olhos</p>
<p>Brilham como riachos.</p>
<p>O habitante da outra galáxia</p>
<p>Aceita trocar selos e figurinhas</p>
<p>E pede ao menino</p>
<p>Que encha os bolsos de esperanças,</p>
<p>E não só os bolsos, mas também as mãos</p>
<p>E os cabelos, a voz, o coração</p>
<p>Que a doença do planeta azul</p>
<p>Ainda tem solução.</p>
<p>- Autor: Roseana Murray. &#8211; Livro: Classificados poéticos</p>
<p>MOTIVO</p>
<p>Eu canto porque o instante existe</p>
<p>E a minha vida está completa.</p>
<p>Não sou alegre nem sou triste:</p>
<p>Sou poeta</p>
<p>Irmão das coisas fugidias,</p>
<p>Não sinto gozo nem tormento.</p>
<p>Atravesso noites e dias</p>
<p>No vento</p>
<p>Se desmorono ou se edifico,</p>
<p>Se permaneço ou me desfaço,</p>
<p>- não sei, não sei. Não sei se fico</p>
<p>Ou passo.</p>
<p>Sei que canto. E a canção é tudo.</p>
<p>Tem sangue eterno a asa ritmada.</p>
<p>E um dia sei que estarei mudo:</p>
<p>- mais nada.</p>
<p>- Autor: Cecília Meireles. &#8211; Livro: Os melhores Poemas</p>
<p>Ou isto ou aquilo</p>
<p>Ou se tem chuva e não se tem sol</p>
<p>Ou se tem sol e não se tem chuva!</p>
<p>Ou se calça a luva e não se põe o anel,</p>
<p>Ou se põe o anel e não se calça a luva!</p>
<p>Quem sobe nos ares não fica no chão,</p>
<p>Quem fica no chão não sobe nos ares.</p>
<p>É uma grande pena que não se possa</p>
<p>Estar ao mesmo tempo nos dois lugares!</p>
<p>Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,</p>
<p>Ou compro o doce e gasto o dinheiro.</p>
<p>Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo&#8230;</p>
<p>E vivo escolhendo o dia inteiro</p>
<p>Não sei se brinco, não sei se estudo,</p>
<p>Se saio correndo ou fico tranqüilo.</p>
<p>Mas não consegui entender ainda</p>
<p>Qual é melhor: se isto ou aquilo.</p>
<p>- Autor: Cecília Meireles. – Livro: Ou isto ou aquilo e inéditas.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Morre o escritor português José Saramago aos 87 anos</title>
		<link>http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/06/23/morre-o-escritor-portugues-jose-saramago-aos-87-anos/</link>
		<comments>http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/06/23/morre-o-escritor-portugues-jose-saramago-aos-87-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 12:22:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moacirphd</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Morreu nesta sexta-feira (18) o escritor português e prêmio Nobel de literatura José Saramago, aos 87 anos, na cidade de Tías, Lanzarote, Espanha, onde morava desde 1993. José Saramago havia tido uma noite tranquila e a morte ocorreu por volta das 8h desta sexta-feira, após tomar seu café da manhã ao lado da mulher, a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=223&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/06/premio_nobel_portugues_jose_saramago_saluda_recibir_titulo_hijo_predilecto_andalucia1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-224" title="premio_nobel_portugues_jose_saramago_saluda_recibir_titulo_hijo_predilecto_andalucia1" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/06/premio_nobel_portugues_jose_saramago_saluda_recibir_titulo_hijo_predilecto_andalucia1.jpg?w=470" alt=""   /></a></p>
<p>Morreu nesta sexta-feira (18) o escritor português e prêmio Nobel de literatura José Saramago, aos 87 anos, na cidade de Tías, Lanzarote, Espanha, onde morava desde 1993.<span id="more-223"></span></p>
<p>José Saramago havia tido uma noite tranquila e a morte ocorreu por volta das 8h desta sexta-feira, após tomar seu café da manhã ao lado da mulher, a tradutora Pilar del Río. Eles estavam conversando quando o escritor começou a sentir-se mal e logo depois faleceu. Nos últimos anos, ele foi hospitalizado em várias oportunidades, principalmente devido a problemas respiratórios.</p>
<p>José de Sousa Saramago nasceu na aldeia portuguesa de Azinhaga, província de Ribatejo, no dia 16 de novembro de 1922, embora no registro oficial conste o dia 18. Filho dos camponeses sem terra José de Sousa e Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte de sua vida.</p>
<p>O escritor deveria ter sido registrado com o mesmo nome do pai, mas o tabelião acrescentou o apelido pelo qual o chefe da família era conhecido na aldeia, Saramago, que também dá nome a uma planta que serve de alimento para os pobres em tempos difíceis.</p>
<p>Saramago concluiu os estudos secundários em uma escola técnica, mas não pode cursar a universidade por dificuldades financeiras. Sua primeira experiência profissional foi como mecânico. Fascinado pela literatura desde jovem, visitava com grande freqüência a Biblioteca Municipal Central Palácio Galveias, na capital portuguesa. Foi só aos 19 anos, com dinheiro emprestado de um amigo, que conseguiu comprar pela primeira vez um livro.</p>
<p>Além de mecânico, o escritor português trabalhou como desenhista, funcionário público, editor, tradutor e jornalista. Durante doze anos, foi funcionário de uma editora, onde ocupou os cargos de diretor literário e de produção.</p>
<p>Publicou o seu primeiro romance, <em>Terra do Pecado</em>, em 1947. Em 1955, começou a fazer traduções de autores como Hegel, Tolstói e Baudelaire para aumentar os rendimentos. Seu livro, <em>Clarabóia</em>, foi rejeitado pela editora e permanece inédito até hoje.</p>
<p>O escritor só publicaria um novo livro, <em>Os Poemas Possíveis</em>, (1966), dezenove anos depois do primeiro. Entre 1972 e 1973, foi comentarista político do <em>Diário de Lisboa</em>, coordenando durante alguns meses o suplemento cultural do jornal. Em um espaço de cinco anos, publicou sem grande repercussão mais dois livros de poesia, <em>Provavelmente Alegria</em> (1970) e <em>O Ano de 1993</em> (1975).</p>
<p>O escritor fez parte da primeira diretoria da Associação Portuguesa de Escritores. Entre abril e novembro de 1975 foi diretor-adjunto do <em>Diário de Notícias</em>, quando os militares portugueses, reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos, demitiram diversos funcionários. A partir de 1976, o escritor português passou a viver exclusivamente de seu trabalho literário.</p>
<p>Voltou a escrever romances, gênero que o tornou mundialmente conhecido. A partir desta época, sua produção literária cresce consideravelmente, mas é em 1980 que Saramago dá uma grande guinada em sua produção literária, com a publicação de <em>Levantado do Chão</em>.</p>
<p>Segundo diversos críticos, a obra marca o início do estilo que o consagrou, destacado por frases e períodos extensos, que as vezes ocupam mais de uma página e são pontuados de maneira anti-convencional. Os diálogos entre os personagens costumam aparecer inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma a extinguir o uso de travessões em seus livros.</p>
<p>Com a censura do governo português à apresentação do livro <em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em> (1991) para o Prêmio Literário Europeu sob alegação de que a obra ofendia os católicos, o escritor mudou-se para a ilha de Lanzarte, nas Canárias.</p>
<p>Em 1993, Saramago começou a escrever um diário, <em>Cadernos de Lanzarote</em>, em cinco volumes. Dois anos depois, publicou o romance <em>O Ensaio Sobre a Cegueira</em>, que foi transformado em filme em 2008, com direção assinada por Fernando Meirelles.</p>
<p>No mesmo ano em que publicou <em>Ensaio Sobre a Cegueira</em>, recebeu o prêmio Camões e em 1998, foi laureado com o prêmio Nobel de literatura, o primeiro dado a um escritor de língua portuguesa.</p>
<p>&#8220;Estava no aeroporto prestes a embarcar quando chegou a notícia de que tinha ganho o Prêmio Nobel. Houve um momento de alegria, os meus editores de Madrid, que estavam comigo, abraçaram-me. Depois encaminhei-me na direção da saída e, por mais estranho que pareça, era um corredor muito comprido e deserto. Eu com a minha malinha de mão, com a minha gabardina no braço, passei de repente da alegria enormíssima da notícia que tinha recebido, para a solidão mais completa. Naquele momento a sensação que tive, claro que eu dava por mim numa grande alegria, era uma espécie de serenidade: pronto aconteceu&#8221;, afirmou o escritor sobre o prêmio.</p>
<p>Considerado por especialistas um mestre no tratamento da língua portuguesa, em 2003 o escritor português foi considerado pelo crítico norte-americano Harold Bloom como o mais talentoso romancista vivo. Seus livros foram traduzidos para mais de vinte línguas, como sueco, romeno e húngaro.</p>
<p>Comunista ferrenho, Saramago teve sua carreira pontuada por polêmicas causadas por suas opiniões sobre religião, terrorismo e conflitos. Em entrevista ao jornal <em>O Globo</em>, Saramago criticou a posição de Israel no conflito contra os palestinos, afirmando que &#8220;os judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o Holocausto&#8221;.</p>
<p>A Anti-Defamation League (ADL), um grupo judaico que defende direitos civis, caracterizou estes comentários como sendo anti-semitas.</p>
<p>O ano de 2004 destaca-se pela publicação de <em>Ensaio Sobre a Lucidez</em>. No ano seguinte, Saramago escreveu <em>As Intermitências da Morte</em>, em que divaga sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência, fazendo uma crítica a sociedade moderna.</p>
<p>O escritor lançou também <em>As Pequenas Memórias</em>, em 2006, <em>A</em><em> Viagem do Elefante</em>, 2008, e <em>Caim</em>, no fim do ano passado. O último retorna ao tema da religião em um romance que lembra seu controvertido <em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em> (1991), obra que despertou forte polêmica em Portugal, país de grande tradição católica.</p>
<p>No início do ano, José Saramago lançou uma nova edição do livro <em>A Jangada de Pedra</em> (1986), que teve toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti.</p>
<p>Atualmente estava preparando um livro sobre a indústria do armamento. &#8220;Não será sobre o Corão, mas será sobre algo tão importante quanto todos os corões do mundo: por que não há greves na indústria do armamento. Uma greve na qual os operários digam: &#8216;Não construímos mais armas&#8217;&#8221;, afirmou, em entrevista em novembro.</p>
<p><strong>Saramago no cinema</strong><br />
Em 2008, o cineasta Fernando Meirelles fez o filme <em>Ensaio sobre a Cegueira</em> (<em>Blindness</em>), baseado no livro homônimo do escritor, lançado em 1995. A produção abriu o Festival de Cannes do ano em que foi lançada.</p>
<p>No elenco estão os veteranos Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gael García Bernal e a brasileira Alice Braga. O filme foi gravado em Toronto (Canadá), Montevidéu (Uruguai) e São Paulo (Brasil).</p>
<p><strong>Família</strong><br />
Saramago casou-se pela primeira vez em 1944 com Ilda Reis, com quem teve uma filha, Violante, que nasceu em 1947. O escritor permaneceu casado com Ilda por 26 anos.</p>
<p>Após se divorciar, em 1970, iniciou um relacionamento com a escritora portuguesa Isabel da Nóbrega, que duraria até 1986.</p>
<p>Em 1988, o prêmio Nobel de Literatura casou-se novamente com a jornalista e tradutora espanhola María Del Pilar Del Río Sánchez, com quem permaneceu até a sua morte.</p>
<p><strong>Obras publicadas</strong></p>
<p><strong>Poesia</strong><br />
<em>Os Poemas Possíveis</em>, 1966<br />
<em>Provavelmente Alegria</em>, 1970<br />
<em>O Ano de 1993</em>, 1975</p>
<p><strong>Crônica</strong><br />
<em>Deste Mundo e do Outro</em>, 1971<br />
<em>A Bagagem do Viajante</em>, 1973<br />
<em>As Opiniões que o DL Teve</em>, 1974<br />
<em>Os Apontamentos</em>, 1976<br />
<em>Viagens a Portugal</em>, 1981</p>
<p><strong>Diários</strong><br />
<em>Cadernos de Lanzarote I</em>, 1994<br />
<em>Cadernos de Lanzarote II</em>, 1995<br />
<em>Cadernos de Lanzarote III</em>, 1996<br />
<em>Cadernos de Lanzarote IV</em><br />
<em>Cadernos de Lanzarote V</em></p>
<p><strong>Teatro</strong><br />
<em>A Noite</em>, 1979<br />
<em>Que Farei Com Este Livro?</em>, 1980<br />
<em>A Segunda Vida de Francisco de Assis</em>, 1987<br />
<em>In Nomine Dei</em>, 1993<br />
<em>Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido</em>, 2005</p>
<p><strong>Conto</strong><br />
<em>Objeto Quase</em>, 1978<br />
<em>Poética dos Cinco Sentidos &#8211; O Ouvido</em>, 1979<br />
<em>O Conto da Ilha Desconhecida</em>, 1997</p>
<p><strong>Romance</strong><br />
<em>Terra do Pecado</em>, 1947<br />
<em>Manual de Pintura e Caligrafia</em>, 1977<br />
<em>Levantado do Chão</em>, 1980<br />
<em>Memorial do Convento</em>, 1982<br />
<em>O Ano da Morte de Ricardo Reis</em>, 1984<br />
<em>A Jangada de Pedra</em>, 1986<br />
<em>História do Cerco de Lisboa</em>, 1989<br />
<em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em>, 1991<br />
<em>Ensaio sobre a Cegueira</em>, 1995<br />
<em>A Bagagem do Viajante</em>, 1996<br />
<em>Todos os Nomes</em>, 1997<br />
<em>A Caverna</em>, 2000<br />
<em>O Homem Duplicado</em>, 2002<br />
<em>Ensaio Sobre a Lucidez</em>, 2004<br />
<em>As Intermitências da Morte</em>, 2005<br />
<em>As Pequenas Memórias</em>, 2006<br />
<em>A Viagem do Elefante</em>, 2008<br />
<em>Caim</em>, 2009</p>
<p><strong>Prêmios</strong><br />
<strong>Portugal</strong><br />
Prêmio da Associação de Críticos Portugueses por <em>A Noite</em>, 1979<br />
Prêmio Cidade de Lisboa por <em>Levantado do Chão</em>, 1980<br />
Prêmio PEN Clube Português por <em>Memorial do Convento</em>, 1982 e <em>O Ano da Morte de Ricardo Reis</em>, 1984<br />
Prêmio Literário Município de Lisboa por <em>Memorial do Convento</em>, 1982<br />
Prêmio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos) por <em>O Ano da Morte de Ricardo Reis</em><br />
Prêmio Dom Dinis por <em>O Ano da Morte de Ricardo Reis</em>, 1986<br />
Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores <em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em>, 1992<br />
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995<br />
Prêmio Camões, 1995</p>
<p><strong>Itália</strong><br />
Prêmio Grinzane-Cavour por <em>O Ano da Morte de Ricardo Reis</em>, 1987<br />
Prêmio Internacional Ennio Flaiano por <em>Levantado do Chão</em>, 1992</p>
<p><strong>Inglaterra</strong><br />
Prêmio do jornal The Independent por <em>O Ano da Morte de Ricardo Reis</em>, 1993</p>
<p><strong>Internacionais</strong><br />
Prêmio Internacional Literário Mondello (Palermo), pelo conjunto da obra, 1992<br />
Prêmio Literário Brancatti (Zafferana/Sicília), pelo conjunto da obra, 1992<br />
Prêmio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), 1993<br />
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995<br />
Prêmio Nobel da Literatura, 1998</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/223/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=223&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>DICA DE LEITURA</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 19:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moacirphd</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[Antonio Carlos Jobim Um Homem Iluminado   O livro traz os fatos mais marcantes e uma reunião de memórias guardadas por Helena Jobim, irmã do maestro. Além de depoimentos de familiares e amigos, a obra apresenta as lembranças da convivência de Helena com o maestro, fotos de arquivos de Thereza Hermanny, primeira mulher de Jobim [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=208&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Antonio Carlos Jobim</strong></p>
<p><strong>Um Homem Iluminado</strong></p>
<p><strong> <a title="Antônio Carlos Jobim: um Homem Iluminado" rev="lightwindow_width=680,lightwindow_height=622" href="http://www.submarino.com.br/#light-Content"><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img9/5999.jpg" alt="antonio+carlos+jobim:+um+homem+iluminado" /></a></strong></p>
<p><strong>O livro traz os fatos mais marcantes e uma reunião de memórias guardadas por Helena Jobim, irmã do maestro. Além de depoimentos de familiares e amigos, a obra apresenta as lembranças da convivência de Helena com o maestro, fotos de arquivos de Thereza Hermanny, primeira mulher de Jobim e Ana Lontra Jobim, a segunda esposa. O livro tem ainda uma discografia e uma musicografia completas, feitas por Paulo Jobim, filho do músico.</strong></p>
<p><strong>Mergulhe na vida e obra do maestro e poeta&#8230;</strong></p>
<p><strong>E lembre-se, você encontra esse e outros</strong></p>
<p><strong>tantos bons livros no acervo da nossa Biblioteca!</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/208/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=208&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Livro Infantil premiado OMO-OBA Histórias de princesas Autora: Kiusam de Oliveira</title>
		<link>http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/03/22/omo-oba-historias-de-princesas-autora-kiusam-de-oliveira/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 19:16:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moacirphd</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de leitura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/?p=204</guid>
		<description><![CDATA[Sobre a obra Omo-Oba: Histórias de Princesas reconta mitos africanos, divulgados nas comunidades de tradição ketu, pouco conhecidos pelo público em geral e que reforçam os diferentes modos de ser femininos. Dividido em seis mitos, relata as histórias de Oiá, Oxum, Iemanjá, Olocum, Ajê Xalugá e Oduduá.   Conheça o site: http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&#38;cod=209  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=204&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="div_sobre">
<h1>Sobre a obra</h1>
<p>Omo-Oba: Histórias de Princesas reconta mitos africanos, divulgados nas comunidades de tradição ketu, pouco conhecidos pelo público em geral e que reforçam os diferentes modos de ser femininos. Dividido em seis mitos, relata as histórias de Oiá, Oxum, Iemanjá, Olocum, Ajê Xalugá e Oduduá.</p>
</div>
<div> </div>
<div>Conheça o site: <a href="http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&amp;cod=209">http://www.livroclip.com.br/index.php?acao=hotsite&amp;cod=209</a></div>
<div> </div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=204&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Serviço de Empréstimo</title>
		<link>http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/03/02/servico-de-emprestimo/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 15:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moacirphd</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empréstimo Domiciliar]]></category>

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		<description><![CDATA[O serviço de empréstimo domiciliar é a forma que a Biblioteca Pública tem de tornar democraticamente acessível o seu acervo. Para usufruir basta que se faça o cadastro no hall de recepção da Biblioteca .  A partir do cadastro o usuário passa a ter o direito de levar para casa as mais diversas  obras, contidas nas coleções, tais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=172&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O serviço de empréstimo domiciliar é a forma que a Biblioteca Pública tem de tornar democraticamente acessível o seu acervo. Para usufruir basta que se faça o cadastro no hall de recepção da Biblioteca .<span id="more-172"></span></p>
<p> A partir do cadastro o usuário passa a ter o direito de levar para casa as mais diversas  obras, contidas nas coleções, tais como as dos grandes autores da literatura nacional, estrangeira e infanto-juvenil, os manuais de pesquisa, as obras de psicologia, de filosofia, de sociologia e as de todos os outros ramos do conhecimento.</p>
<p>Para se cadastrar veja o regulamento abaixo.</p>
<p>PREFEITURA MUNICIPAL DE ITABIRITO</p>
<p>SECRETARIA  MUNICIPAL DE PATRIMÔNIO CULTURAL E TURISMO</p>
<p>BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL PROFESSOR DIÁULAS DE AZEVEDO</p>
<p><em>- Funcionamento: segunda a sexta-feira de 8  às 18 horas -</em></p>
<ul>
<li><strong>Empréstimo  Domiciliar</strong></li>
</ul>
<ol>
<li>O empréstimo  domiciliar  somente será realizado por usuários cadastrados   na Biblioteca.<img title="Mais..." src="http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></li>
</ol>
<p><strong>Para se cadastrar são necessários</strong>:</p>
<ul>
<li><strong>Menores de 18 Anos           -</strong></li>
</ul>
<p><strong>-         Autorização dos pais ou responsáves atravez do termo de Responsabilidade;</strong></p>
<p>-         Carteira de identidade do responsável para conferência dos dados.</p>
<p>-         Comprovante de residência (conta de água, luz, telefone, ou outros)</p>
<ul>
<li><strong>Maiores de 18 Anos</strong></li>
</ul>
<p>-         Carteira de Identidade;</p>
<p>-         Comprovante de residência (conta de água, luz, telefone, ou outros).</p>
<ol>
<li>O empréstimo somente será efetuado mediante a apresentação pelo usuário da carteira de identificação. A primeira via é gratuita, a partir da segunda o usuário estará sujeito ao pagamento de uma taxa de R$1,00.</li>
<li>Cada usuário tem o direito de <strong>retirar 03 (três</strong>) livros por vez.</li>
<li>Obras de referência (dicionários, enciclopédias, etc.), obras de apoio à pesquisa, obras raras e especiais, revistas, pasta de hemeroteca não saem da Biblioteca para empréstimo.</li>
<li>O prazo para devolução do material emprestado é de 09 (nove)<strong> dias.</strong></li>
<li>O usuário tem o direito de renovar o empréstimo caso o livro não tenha sido reservado por outro usuário. A renovação será feita somente com a carteirinha e o livro em mãos.</li>
<li>Qualquer usuário poderá solicitar reserva da obra pela qual tenha interesse. O atendimento será feito por ordem cronológica. A reserva será cancelada se o usuário não retirar o livro no prazo de 24 horas após ter sido comunicado sobre a disponibilidade da obra.</li>
<li>Será cobrado o valor de <strong>R$ 0,50 (cinqüenta centavos)</strong> por livro em atraso e para cada dia de atraso, incluindo sábados, domingos e feriados.</li>
<li>O usuário em débito não poderá efetuar novo empréstimo até quitar ou negociar a multa que lhe foi aplicada.</li>
<li><strong>Os livros que forem danificados (rasgados, rabiscados, páginas arrancadas, etc.) serão repostos pelo usuário responsável pelo dano</strong>.</li>
</ol>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/172/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=172&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Mais...</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Apresentação</title>
		<link>http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/03/01/137/</link>
		<comments>http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/03/01/137/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 15:24:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moacirphd</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apresentação]]></category>

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		<description><![CDATA[Identificação: Nome: Biblioteca Pública Municipal Prof. Diáulas de Azevedo Endereço: Praça Dr. Guilherme, s.n – Complexo Turístico da Estação – Centro – 35.450-000 Tel.: (31)3561-1922 E-mail: mariza.almeida@pmi.mg.gov.br Fundação  26 de novembro  de 1949 LEI N.50/1949 Funcionamento Segunda a sexta- feira : Horário de 08:00 horas  às 18:00 horas  Estrutura Hierárquica  Prefeitura Municipal de Itabirito  Órgão ao qual [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=137&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/dsc0190171.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-140" title="dsc019017[1]" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/dsc0190171.jpg?w=470&#038;h=352" alt="" width="470" height="352" /></a></strong></p>
<p><strong>Identificação:</strong></p>
<p>Nome: Biblioteca Pública Municipal Prof. Diáulas de Azevedo<br />
Endereço: Praça Dr. Guilherme, s.n – Complexo Turístico da Estação – Centro – 35.450-000</p>
<p>Tel.: (31)3561-1922<span id="more-137"></span></p>
<p>E-mail: <a href="mailto:mariza.almeida@pmi.mg.gov.br">mariza.almeida@pmi.mg.gov.br</a></p>
<h4>Fundação</h4>
<p><strong> </strong>26 de novembro  de 1949</p>
<p>LEI N.50/1949</p>
<h4>Funcionamento</h4>
<p>Segunda a sexta- feira : Horário de 08:00 horas  às 18:00 horas </p>
<h4>Estrutura Hierárquica</h4>
<p> Prefeitura Municipal de Itabirito</p>
<h4> Órgão ao qual a Biblioteca está subordinada</h4>
<p>Secretaria de Patrimônio Cultural e Turismo</p>
<p>Secretário: Profª Leda Maria Rodrigues Bittencourt Faria</p>
<p>Responsável pela Biblioteca: Bibliotecária Mariza Barros Tassar de Almeida</p>
<p>Cargo: Supervisora Administrativa da Biblioteca Municipal</p>
<p>Formação: Biblioteconomia com especialização em Gestão da Informação.</p>
<h4>Espaço Físico</h4>
<p><strong> </strong>A B. P. M. Prof. Diáulas ocupa uma construção do séc. XIX, em estilo inglês pertencente ao complexo da Estação Ferroviária, conhecido como “prédio de tijolinho” a área é de aproximadamente 200m², localizada em região central da cidade e de grande circulação de público.</p>
<p>Abriga espaço destinado ao público infantil; hall de recepção; área para exposições e funcionamento do serviços de empréstimo domiciliar; sala de referência e estudo em grupo; setor de periódicos; sala de leitura e cabines de estudo individual; setores com coleções várias sobre literatura,  artes, ciências humanas e sociais. Há, também, o Centro de Memória de Itabirito e o setor de processamento técnico.</p>
<h4>Atendimento</h4>
<p>Leitores Registrados: 6.200 cadastrados</p>
<p>Média mensal de frequentadores: 2.000 usuários</p>
<p>Empréstimo domiciliar: 11.879 ano</p>
<h4> Acervo</h4>
<p><strong> </strong>Livros: Aproximadamente 20.000 livros, sendo a maior parte literatura.</p>
<p>Periódicos: Assinatura de 03 revistas e 01 jornal de grande circulação.</p>
<p>Outros materiais: Fitas cassete, Vídeo, Cd’s, DVDs, Áudio-livros, Fotografias, Mapas, coleção de escritores locais,  e outros. <strong></strong></p>
<h4> Organização do Acervo</h4>
<p><strong> </strong>O<strong> </strong>acervo está organizado pelo sistema CDD adaptado, é consultado de forma automatizada.</p>
<h4>Informatização</h4>
<p>O sistema de gerenciamento de informação utilizado é o programa PHL8, que administra os serviços de registro de coleções, de leitores, o  serviço de empréstimo domiciliar, a catalogação e indexação e os controles das coleções através das bases de dados.</p>
<h4>Serviços</h4>
<p><strong> </strong>A biblioteca desenvolve regularmente ações de incentivo à leitura tais como: Hora do conto, Feira do Livro de Itabirito, Comemoração do dia do Livro Infantil, Grupos de Leitura e Discussão Literária, Grupo de Leitura e Produção de Poesia, Palestras, Lançamentos de Livros, Oficinas.</p>
<h4>Rede de bibliotecas</h4>
<p>Com a intenção de descentralizar e interiorizar as ações e acervo, está em implantação o sistema de bibliotecas do município. O projeto piloto está localizado no Parque Ecológico de Itabirito, onde funciona a Biblioteca Sucursal do Parque Ecológico.</p>
<p> A Sucursal funciona de terça a sexta-feira, no horário de 08 horas às 17 horas.  E segue o regulamento da sede para os serviços de empréstimo dominciliar e cadastramento de usuários<strong>. Ver mais no link sucursal.</strong></p>
<h4>Parcerias estabelecidas</h4>
<p> Projeto Sempre Um Papo, Biblioteca Sempre Um papo, Projeto de Educação Ambiental  – Alternativa, Câmara Mineira do Livro, Lei de Incentivo à Cultura e outras divisões da SEMCULT.</p>
<p>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/137/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=137&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Biografia de Carlos Drummond de Andrade</title>
		<link>http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/03/01/121/</link>
		<comments>http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/03/01/121/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 14:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moacirphd</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[(&#8230;)Pois de tudo fica um pouco. Fica um pouco de teu queixo no queixo de tua filha. De teu áspero silêncio um pouco ficou, um pouco nos muros zangados, nas folhas, mudas, que sobem. Ficou um pouco de tudo no pires de porcelana, dragão partido, flor branca, ficou um pouco de ruga na vossa testa, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=121&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img title="drummond[1]" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/drummond1.jpg?w=129&#038;h=173" alt="" width="129" height="173" /></p>
<p style="text-align:center;"><img title="cardrummon2[1]" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/cardrummon21.gif?w=342&#038;h=41" alt="" width="342" height="41" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">(&#8230;)Pois de tudo fica um pouco.<br />
Fica um pouco de teu queixo<br />
no queixo de tua filha.<br />
De teu áspero silêncio<br />
um pouco ficou, um pouco<span id="more-121"></span><br />
nos muros zangados,<br />
nas folhas, mudas, que sobem.</p>
<p style="text-align:center;">Ficou um pouco de tudo<br />
no pires de porcelana,<br />
dragão partido, flor branca,<br />
ficou um pouco<br />
de ruga na vossa testa,<br />
retrato.</p>
<p style="text-align:center;">(&#8230;) E de tudo fica um pouco.<br />
Oh abre os vidros de loção<br />
e abafa<br />
o insuportável mau cheiro da memória.</p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;"><em>(Resíduo)</em></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/drummond1.jpg"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/cardrummon21.gif"></a></p>
<p style="text-align:center;">Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro &#8211; MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por &#8220;insubordinação mental&#8221;. De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.</p>
<p>Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no</p>
<p>O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.</p>
<p>Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.</p>
<p>Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.</p>
<p>Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).</p>
<p>Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.</p>
<h3>Cronologia:</h3>
<p> </p>
<p>1910 &#8211; Inicia o curso primário no Grupo Escolar Dr. Carvalho Brito, em Itabira (MG).</p>
<p>1916 &#8211; Aluno interno no Colégio Arnaldo, da Congregação do Verbo Divino, Belo Horizonte. Conhece Gustavo Capanema e Afonso Arinos de Melo Franco. Por problemas de saúde, interrompe seus estudos no segundo ano.</p>
<p>1917 &#8211; Toma aulas particulares com o professor Emílio Magalhães, em Itabira.</p>
<p>1918 &#8211; Aluno interno no Colégio Anchieta, da Companhia de Jesus, em Nova Friburgo; é laureado em &#8220;certames literários&#8221;. Seu irmão Altivo publica, no único exemplar do jornalzinho Maio, seu poema em prosa &#8220;ONDA&#8221;.</p>
<p>1919 &#8211; Expulso do Colégio Anchieta mesmo depois de ter sido obrigado a retratar-se. Justificativa da expulsão: &#8220;insubordinação mental&#8221;.</p>
<p>1920 &#8211; Muda-se com a família para Belo Horizonte.</p>
<p>1921 &#8211; Publica seus primeiros trabalhos na seção &#8220;Sociais&#8221; do Diário de Minas. Conhece Milton Campos, Abgar Renault, Emílio Moura, Alberto Campos, Mário Casassanta, João Alphonsus, Batista Santiago, Aníbal Machado, Pedro Nava, Gabriel Passos, Heitor de Sousa e João Pinheiro Filho, todos freqüentadores do Café Estrela e da Livraria Alves.</p>
<p>1922 &#8211; Ganha 50 mil réis de prêmio pelo conto &#8220;Joaquim do Telhado&#8221; no concurso Novela Mineira. Publica trabalhos nas revistas Todos e Ilustração Brasileira.</p>
<p>1923 &#8211; Entra para a Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte.</p>
<p>1924 &#8211; Escreve carta a Manuel Bandeira, manifestando-lhe sua admiração. Conhece Blaise Cendrars, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade no Grande Hotel de Belo Horizonte. Pouco tempo depois inicia a correspondência com Mário de Andrade, que durará até poucos dias antes da morte de Mário.</p>
<p>1925 &#8211; Casa-se com a senhorita Dolores Dutra de Morais, a primeira ou segunda mulher a trabalhar num emprego (como contadora numa fábrica de sapatos), em Belo Horizonte. Funda, junto com Emílio Moura e Gregoriano Canedo, A Revista, órgão modernista do qual saem 3 números.  Conclui o curso de Farmácia mas não exerce a profissão, alegando querer &#8220;preservar a saúde dos outros&#8221;.</p>
<p>1926 &#8211; Leciona Geografia e Português no Ginásio Sul-Americano de Itabira. Volta para Belo Horizonte, por iniciativa de Alberto Campos, para trabalhar como redator-chefe do Diário de Minas. Heitor Villa Lobos, sem conhecê-lo, compõe uma seresta sobre o poema &#8220;Cantiga de Viúvo&#8221;.</p>
<p>1927 &#8211; Nasce, no dia 22 de março, mas vive apenas meia hora, seu filho Carlos Flávio.</p>
<p>1928 &#8211; Nasce, no dia 4 de março, sua filha Maria Julieta, quem se tornará sua grande companheira ao longo da vida.  Publica na Revista de Antropofagia de São Paulo, o poema &#8220;No meio do caminho&#8221;, que se torna um dos maiores escândalos literários do Brasil. 39 anos depois publicará &#8220;Uma pedra no meio do caminho &#8211; Biografia de um poema&#8221;, coletânea de críticas e matérias resultantes do poema ao longo dos anos. Torna-se auxiliar de redação da Revista do Ensino da Secretaria de Educação.</p>
<p>1929 &#8211; Deixa o Diário de Minas para trabalhar no Minas Gerais, órgão oficial do Estado, como auxiliar de redação e pouco depois, redator, sob a direção de Abílio Machado.</p>
<p>1930 &#8211; Publica seu primeiro livro, &#8220;Alguma Poesia&#8221;, em edição de 500 exemplares paga pelo autor, sob o selo imaginário &#8220;Edições Pindorama&#8221;, criado por Eduardo Frieiro. Auxiliar de Gabinete do Secretário de Interior Cristiano Machado; passa a oficial de gabinete quando seu amigo Gustavo Capanema substitui Cristiano Machado.</p>
<p>1931 &#8211; Falece seu pai, Carlos de Paula Andrade, aos 70 anos.</p>
<p>1933 &#8211; Redator de A Tribuna. Acompanha Gustavo Capanema quando este é nomeado Interventor Federal em Minas Gerais.</p>
<p>1934 &#8211; Volta a ser redator dos jornais Minas Gerais, Estado de Minas e Diário da Tarde, simultaneamente. Publica &#8220;Brejo das Almas&#8221; em edição de 200 exemplares, pela cooperativa Os Amigos do Livro. Muda-se, com D. Dolores e Maria Julieta, para o Rio de Janeiro, onde passa a trabalhar como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, novo Ministro de Educação e Saúde Pública.</p>
<p>1935 &#8211; Responde pelo expediente da Diretoria-Geral e é membro da Comissão de Eficiência do Ministério da Educação.</p>
<p>1937 &#8211; Colabora na Revista Acadêmica, de Murilo Miranda.</p>
<p>1940 &#8211; Publica &#8220;Sentimento do Mundo&#8221; em tiragem de 150 exemplares, distribuídos entre os amigos.</p>
<p>1941 &#8211; Assina, sob o pseudônimo &#8220;O Observador Literário&#8221;, a seção &#8220;Conversa Literária&#8221; da revista Euclides. Colabora no suplemento literário de A Manhã, dirigido por Múcio Leão e mais tarde por Jorge Lacerda.</p>
<p>1942 &#8211; A Livraria José Olympio Editora publica &#8220;Poesias&#8221;. O Editor José Olympio é o primeiro a se interessar pela obra do poeta.</p>
<p>1943 &#8211; Traduz e publica a obra Thérèse Desqueyroux, de François Mauriac, sob o título de &#8220;Uma gota de veneno&#8221;.</p>
<p>1944 &#8211; Publica &#8220;Confissões de Minas&#8221;, por iniciativa de Álvaro Lins.</p>
<p>1945 &#8211; Publica &#8220;A Rosa do Povo&#8221; pela José Olympio e a novela &#8220;O Gerente&#8221;.  Colabora no suplemento literário do Correio da Manhã e na Folha Carioca. Deixa a chefia de gabinete de Capanema, sem nenhum atrito com este e, a convite de Luís Carlos Prestes, figura como editor do diário comunista, então fundado, Imprensa Popular, junto com Pedro Mota Lima, Álvaro Moreyra, Aydano Do Couto Ferraz e Dalcídio Jurandir. Meses depois se afasta do jornal por discordar da orientação do mesmo. É chamado por Rodrigo M.F. de Andrade para trabalhar na Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, onde mais tarde se tornará chefe da Seção de História, na Divisão de Estudos e Tombamento.</p>
<p>1946 &#8211; Recebe o Prêmio pelo Conjunto de Obra, da Sociedade Felipe d&#8217;Oliveira. Sua filha Maria Julieta publica a novela &#8220;A Busca&#8221;, pela José Olympio.</p>
<p>1947 &#8211; É publicada sua tradução de &#8220;Les liaisons dangereuses&#8221;, de Choderlos De Laclos, sob o título de &#8220;As relações perigosas&#8221;.</p>
<p>1948 &#8211; Publica &#8220;Poesia até agora&#8221;. Colabora em Política e Letras, de Odylo Costa, filho. Falece Julieta Augusta Drummond de Andrade, sua mãe. Comparece ao enterro em Itabira que acontece ao mesmo tempo em que é executada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a obra &#8220;Poema de Itabira&#8221; de Heitor Villa-Lobos, composta sobre seu poema &#8220;Viagem na Família&#8221;.</p>
<p>1949 &#8211; Volta a escrever no jornal Minas Gerais. Sua filha Maria Julieta casa-se com o escritor e advogado argentino Manuel Graña Etcheverry e passa a residir em Buenos Aires, onde desempenhará, ao longo de 34 anos, um importante trabalho de divulgação da cultura brasileira.</p>
<p>1950 &#8211; Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu primeiro neto, Carlos Manuel.</p>
<p>1951 &#8211; Publica &#8220;Claro Enigma&#8221;, &#8220;Contos de Aprendiz&#8221; e &#8220;A mesa&#8221;. É publicado em Madrid o livro &#8220;Poemas&#8221;.</p>
<p>1952 &#8211; Publica &#8220;Passeios na Ilha&#8221; e &#8220;Viola de Bolso&#8221;.</p>
<p>1953 &#8211; Exonera-se do cargo de redator do Minas Gerais, ao ser estabilizada sua situação de funcionário da DPHAN. Vai a Buenos Aires para o nascimento de seu neto Luis Mauricio, a quem dedica o poema &#8220;A Luis Mauricio infante&#8221;. É publicado em Buenos Aires o livro &#8220;Dos Poemas&#8221;, com tradução de Manuel Graña Etcheverry, genro do poeta.</p>
<p>1954 &#8211; Publica &#8220;Fazendeiro do Ar &amp; Poesia até agora&#8221;. Aparece sua tradução para &#8220;Les paysans&#8221;, de Balzac.  Realiza na Rádio Ministério de Educação, em diálogo com Lya Cavalcanti, a série de palestras &#8220;Quase memórias&#8221;. Inicia no Correio da Manhã a série de crônicas &#8220;Imagens&#8221;, mantida até 1969.</p>
<p>1955 &#8211; Publica &#8220;Viola de Bolso novamente encordoada&#8221;.</p>
<p>1956 &#8211; Publica &#8220;50 Poemas escolhidos pelo autor&#8221;. Aparece sua tradução para &#8220;Albertine disparue&#8221;, de Marcel Proust.</p>
<p>1957 &#8211; Publica &#8220;Fala, amendoeira&#8221; e &#8220;Ciclo&#8221;.</p>
<p>1958 &#8211; Publica-se em Buenos Aires uma seleção de seus poemas na coleção &#8220;Poetas del siglo veinte&#8221;. É encenada e publicada a sua tradução de &#8220;Doña Rosita la soltera&#8221; de Federico García Lorca, pela qual recebe o Prêmio Padre Ventura, do Círculo Independente de Críticos Teatrais.</p>
<p>1960 &#8211; Nasce seu terceiro neto, Pedro Augusto, em Buenos Aires.  A Biblioteca Nacional publica a sua tradução de &#8220;Oiseaux-Mouches orthorynques du Brèsil&#8221; de Descourtilz. Colabora em Mundo Ilustrado.</p>
<p>1961 &#8211; Colabora no programa Quadrante da Rádio Ministério da Educação, instituído por Murilo Miranda. Falece seu irmão Altivo.</p>
<p>1962 &#8211; Publica &#8220;Lição de coisas&#8221;, &#8220;Antologia Poética&#8221; e &#8220;A bolsa &amp; a vida&#8221;. É demolida a casa da Rua Joaquim Nabuco 81, onde viveu 36 anos. Passa a morar em apartamento.  São publicadas suas traduções de &#8220;L&#8217;Oiseau bleu&#8221; de Maurice Maeterlink e de &#8220;Les fouberies de Scapin&#8221;, de Molière, esta última é encenada no Teatro Tablado do Rio de Janeiro. Recebe novamente o Prêmio Padre Ventura. Se aposenta como Chefe de Seção da DPHAN, após 35 anos de serviço público, recebendo carta de louvor do Ministro da Educação, Oliveira Brito.</p>
<p>1963 &#8211; É lançada sua tradução de &#8220;Sult&#8221; (Fome) de Knut Hamsun. Recebe os Prêmios Fernando Chinaglia, da União Brasileira de Escritores, e Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil, pelo livro &#8220;Lição de coisas&#8221;. Colabora no programa Vozes da Cidade, instituído por Murilo Miranda, na Rádio Roquete Pinto, e inicia o programa Cadeira de Balanço, na Rádio Ministério da Educação. Viaja, com D. Dolores, a Buenos Aires durante as férias.</p>
<p>1964 &#8211; Publica a primeira edição da &#8220;Obra Completa&#8221;, pela Aguilar.</p>
<p>1965 &#8211; São lançados os livros &#8220;Antologia Poética&#8221;, em Portugal; &#8220;In the middle of the road&#8221;, nos Estados Unidos; &#8220;Poesie&#8221;, na Alemanha. Publica, em colaboração com Manuel Bandeira, &#8220;Rio de Janeiro em prosa &amp; verso&#8221;. Colabora em Pulso.</p>
<p>1966 &#8211; Publica &#8220;Cadeira de balanço&#8221;, e na Suécia é lançado &#8220;Naten och rosen&#8221;.</p>
<p>1967 &#8211; Publica &#8220;Versiprosa&#8221;, &#8220;Mundo vasto mundo&#8221;, com tradução de Manuel Graña Etcheverry, em Buenos Aires e publicação de &#8220;Fyzika strachu&#8221; em Praga.</p>
<p>1968 &#8211; Publica &#8220;Boitempo &amp; A falta que ama&#8221;. Membro correspondente da Hispanic Society of America, Estados Unidos.</p>
<p>1969 &#8211; Deixa o Correio da Manhã e começa a escrever para o Jornal do Brasil. Publica &#8220;Reunião (10 livros de poesia)&#8221;.</p>
<p>1970 &#8211; Publica &#8220;Caminhos de João Brandão&#8221;.</p>
<p>1971 &#8211; Publica &#8220;Seleta em prosa e verso&#8221;. Edição de &#8220;Poemas&#8221; em Cuba.</p>
<p>1972 &#8211; Viaja a Buenos Aires com D. Dolores para visitar a filha, Maria Julieta.  Publica &#8220;O poder ultrajovem&#8221;. Jornais do Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre publicam suplementos comemorativos do 70º aniversário do poeta.</p>
<p>1973 &#8211; Publica &#8220;As impurezas do branco&#8221;, &#8220;Menino Antigo &#8211; Boitempo II&#8221;, &#8220;La bolsa y la vida&#8221;, em Buenos Aires, e &#8220;Réunion&#8221;, em Paris.</p>
<p>1974 &#8211; Recebe o Prêmio de Poesia da Associação Paulista de Críticos Literários. Membro honorário da American Association of Teachers of Spanish and Portuguese, Estados Unidos.   </p>
<p>1975 &#8211; Publica &#8220;Amor, Amores&#8221;. Recebe o Prêmio Nacional Walmap de Literatura e recusa, por motivo de consciência, o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal.</p>
<p>1977 &#8211; Publica &#8220;A visita&#8221;, &#8220;Discurso de primavera e algumas sombras&#8221; e &#8220;Os dias lindos&#8221;.  Grava 42 poemas em 2 long plays, lançados pela Polygram. Edição búlgara de &#8220;UYBETBO BA CHETA&#8221; (Sentimento do Mundo).</p>
<p>1978 &#8211; Publica &#8220;70 historinhas&#8221; e &#8220;O marginal Clorindo Gato&#8221;. Edições argentinas de &#8220;Amar-amargo&#8221; e &#8220;El poder ultrajoven&#8221;.</p>
<p>1979 &#8211; Publica &#8220;Poesia e Prosa&#8221;, 5ª edição, revista e atualizada, pela editora Nova Aguilar. Viaja a Buenos Aires por motivo de doença de sua filha Maria Julieta. Publica &#8220;Esquecer para lembrar &#8211; Boitempo III&#8221;.</p>
<p>1980 &#8211; Recebe os Prêmios Estácio de Sá, de jornalismo, e Morgado Mateus (Portugal), de poesia. Edição limitada de &#8220;A paixão medida&#8221;.  Noite de autógrafos na Livraria José Olympio Editora para o lançamento conjunto da edição comercial de &#8220;A paixão medida&#8221; e &#8220;Um buquê de Alcachofras&#8221;, de Maria Julieta Drummond de Andrade; o poeta e sua filha autografam juntos na Casa José Olympio. Edição de &#8220;En rost at folket&#8221;, Suécia. Edição de &#8220;The minus sign&#8221;, Estados Unidos. Edição de &#8220;Gedichten&#8221; Poemas, Holanda.</p>
<p>1981 &#8211; Publica &#8220;Contos Plausíveis&#8221; e &#8220;O pipoqueiro da esquina&#8221;. Edição inglesa de &#8220;The minus sign&#8221;.</p>
<p>1982 &#8211; Ano do 80º aniversário do poeta. São realizadas exposições comemorativas na Biblioteca Nacional e na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Os principais jornais do Brasil publicam suplementos comemorando a data. Recebe o título de Doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Edição mexicana de &#8220;Poemas&#8221;. A cidade do Rio de Janeiro festeja a data com cartazes de afeto ao poeta. Publica &#8220;A lição do amigo &#8211; Cartas de Mário de Andrade a Carlos Drummond de Andrade&#8221;, com notas do destinatário.  Publicação de &#8220;Carmina drummondiana&#8221;, poemas de Drummond traduzidos ao latim por Silva Bélkior.</p>
<p>1983 &#8211; Declina do troféu Juca Pato. Publica &#8220;Nova Reunião (19 livros de poesia)&#8221;, último livro do poeta publicado, em vida, pela Casa José Olympio.</p>
<p>1984 &#8211; Despede-se da casa do velho amigo José Olympio e assina contrato com a Editora Record, que publica sua obra até hoje. Também se despede do Jornal do Brasil, depois de 64 anos de trabalho jornalístico, com a crônica &#8220;Ciao&#8221;. Publica, pela Editora Record, &#8220;Boca de Luar&#8221; e &#8220;Corpo&#8221;.</p>
<p>1985 &#8211; Publica &#8220;Amar se aprende amando&#8221;, &#8220;O observador no escritório&#8221; (memórias), &#8220;História de dois amores&#8221; (livro infantil) e &#8220;Amor, sinal estranho&#8221;. Edição de &#8220;Frän oxen tid&#8221;, Suécia.</p>
<p>1986 &#8211; Publica &#8220;Tempo, vida, poesia&#8221;. Edição de &#8220;Travelling in the family&#8221;, em New York, pela Random House. Escreve 21 poemas para a edição do centenário de Manuel Bandeira, preparada pela editora Alumbramento, com o título &#8220;Bandeira, a vida inteira&#8221;. Sofre um infarto e é internado durante 12 dias.</p>
<p>1987 &#8211; No 31 de janeiro escreve seu último poema, &#8220;Elegia a um tucano morto&#8221; que passa a integrar &#8220;Farewell&#8221;, último livro organizado pelo poeta. É homenageado pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira, com o samba enredo &#8220;No reino das palavras&#8221;, que vence o Carnaval 87. No dia 5 de agosto, depois de 2 meses de internação, falece sua filha Maria Julieta, vítima de câncer. &#8220;E assim vai-se indo a família Drummond de Andrade&#8221; &#8211; comenta o poeta. Seu estado de saúde piora. 12 dias depois falece o poeta, de problemas cardíacos e é enterrado no mesmo túmulo que a filha, no Cemitério São João Batista do Rio de Janeiro. O poeta deixa obras inéditas: &#8220;O avesso das coisas&#8221; (aforismos), &#8220;Moça deitada na grama&#8221;, &#8220;O amor natural&#8221; (poemas eróticos), &#8220;Viola de bolso III&#8221; (Poesia errante), hoje publicados pela Record; &#8220;Arte em exposição&#8221; (versos sobre obras de arte), &#8220;Farewell&#8221;, além de crônicas, dedicatórias em verso coletadas pelo autor, correspondência e um texto para um espetáculo musical, ainda sem título.  Edições de &#8220;Moça deitada na grama&#8221;, &#8220;O avesso das coisas&#8221; e reedição de &#8220;De notícias e não notícias faz-se a crônica&#8221; pela Editora Record. Edição de &#8220;Crônicas &#8211; 1930-1934&#8243;. Edição de &#8220;Un chiaro enigma&#8221; e &#8220;Sentimento del mondo&#8221;, Itália. Publicação de &#8220;Mundo Grande y otros poemas&#8221;, na série Los grandes poetas, em Buenos Aires.</p>
<p>1988 &#8211; Publicação de &#8220;Poesia Errante&#8221;, livro de poemas inéditos, pela Record.</p>
<p>1989 &#8211; Publicação de &#8220;Auto-retrato e outras crônicas&#8221;, edição organizada por Fernando Py. Publicação de &#8220;Drummond: frente e verso&#8221;, edição iconográfica, pela Alumbramento, e de &#8220;Álbum para Maria Julieta&#8221;, edição limitada e fac-similar de caderno com originais manuscritos de vários autores e artistas, compilados pelo poeta para sua filha. A Casa da Moeda homenageia o poeta emitindo uma nota de 50 cruzeiros com seu retrato, versos e uma auto-caricatura.</p>
<p>1990 &#8211; O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) organiza uma exposição comemorativa dos 60 anos da publicação de &#8220;Alguma Poesia&#8221;. Palestras de Manuel Graña Etcheverry, &#8220;El erotismo en la poesía de Drummond&#8221; no CCBB e de Affonso Romano de Sant&#8217;Anna, &#8220;Drummond, um gauche no mundo&#8221;. Encenação teatral de &#8220;Mundo, vasto mundo&#8221;, com Tônia Carrero, o coral Garganta e Paulo Autran, sob a direção deste no Teatro II do CCBB.  Encenação de &#8220;Crônica Viva&#8221;, com adaptação de João Brandão e Pedro Drummond, no CCBB. Edição da antologia &#8220;Itabira&#8221;, em Madrid, pela editora Visor. Edição limitada de &#8220;Arte em exposição&#8221;, pela Salamandra. Edição de &#8220;Poésie&#8221;, pela editora Gallimard, França.</p>
<p>1991 &#8211; Publicação de &#8220;Obra Poética&#8221;, pela editora Europa-América, em Portugal.</p>
<p>1992 &#8211; Edição de &#8220;O amor natural&#8221;, de poemas eróticos, organizada pelo autor, com ilustrações de Milton Dacosta e projeto gráfico de Alexandre Dacosta e Pedro Drummond. Publicação de &#8220;Tankar om ordet menneske&#8221;, Noruega. Edição de &#8220;Die liefde natuurlijk&#8221; (O amor natural) na Holanda.</p>
<p>1993 &#8211; Publicação de &#8220;O amor natural&#8221;, em Portugal, pela editora Europa-América. Prêmio Jabuti pelo melhor livro de poesia do ano, &#8220;O amor natural&#8221;.</p>
<p>1994 &#8211; Publicação pela Editora Record de novas edições de &#8220;Discurso de primavera&#8221; e &#8220;Contos plausíveis&#8221;. No dia 2 de julho falece D. Dolores Morais Drummond de Andrade, viúva do poeta, aos 94 anos.</p>
<p>1995 &#8211; Encenação teatral de &#8220;No meio do caminho&#8230;&#8221;, crônicas e poemas do poeta com roteiro e adaptação de João Brandão e Pedro Drummond. Lançamento de um selo postal em homenagem ao poeta.  Drummond na era digital, publicação de uma pequena antologia em 5 idiomas sob o título de &#8220;Alguma Poesia&#8221;, no World Wide Web , Internet, na data de seu 93º aniversário. Projeto do CD-ROM &#8220;CDA-ROM&#8221;, que visa a publicar, em ambiente interativo e com os recursos da multimídia, os 40 poemas recitados pelo autor, uma iconografia baseada na coleção de fotografias do poeta, entrevistas em vídeo e um curta-metragem.</p>
<p>1996 &#8211; Lançamento do livro Farwell, último organizado pelo poeta, no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro, com a apresentação de Joana Fomm e José Mayer. Esse livro é ganhador do Prêmio Jabuti.</p>
<p>1997 &#8211; Primeira edição interativa do livro &#8220;O Avesso das Coisas&#8221;.</p>
<p>1998 &#8211; Inauguração do Museu de Território Caminhos Dummondianos em Itabira. No dia 31 de outubro é inaugurado o Memorial Carlos Drummond de Andrade, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, no Pico do Amor da cidade de Itabira. Prêmio in memorian Medalha do Sesquicentenário da Cidade de Itabira.</p>
<p>1999 &#8211; I Forum Itabira Século XXI — Centenário Drummond, realizado na cidade de Itabira. Lançamento do CD &#8220;Carlos Drummond de Andrade por Paulo Autran&#8221;, pelo selo Luz da Cidade.</p>
<p>2000 &#8211; Inaugurada a Biblioteca Carlos Drummond de Andrade do Colégio Arnaldo de Belo Horizonte. Lançamento do CD &#8220;Contos de aprendiz por Leonardo Vieira&#8221;, pelo selo Luz da Cidade. Estréia no dia 31 de outubro o espetáculo &#8220;Jovem Drummond&#8221;, estrelado por Vinícius de Oliveira, no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e Itabira (Secretaria de Cultura do Município). Lançamento do CD &#8220;História de dois amores &#8211; contadas por Odete Lara&#8221;, pela gravadora Luz da Cidade. Encenação pela Comédie Française da peça de Molière Les Fourberies de Scapin, com tradução do biografado, nos teatros Municipal do Rio de Janeiro e Municipal de São Paulo. Lançamento do projeto &#8220;O Fazendeiro do Ar&#8221;, com o &#8220;balão Drummond&#8221;, na Lagoa Rodrigo de Freitas &#8211; Rio de Janeiro. II Fórum Itabira Século XXI — Centenário Drummond, realizado em outubro na cidade de Itabira. Homenagem in memoriam Medalha comemorativa dos 70 anos do MEC. Homenagem dos Ex-Alunos da Universidade Federal de Minas Gerais.<br />
BIBLIOGRAFIA</p>
<p>Alguma poesia. Belo Horizonte: Edições Pindorama, 1930.</p>
<p>Brejo das almas. Belo Horizonte: Os Amigos do Livro, 1934.</p>
<p>Sentimento do mundo. R. de Janeiro: Pongetti, 1940; 10a ed., RJ: Record, 2000.</p>
<p>Poesias (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José). RJ: J.Olympio, 1942.</p>
<p>A rosa do povo. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1945.</p>
<p>Poesia até agora. (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1948.</p>
<p>A máquina do mundo (incluído em Claro enigma). Rio de Janeiro: Luís Martins, 1949 (exemplar único).</p>
<p>Claro enigma. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1951.</p>
<p>A mesa (incluído em Claro enigma). Niterói: Hipocampo, 1951 (70 exemplares).</p>
<p>Viola de bolso. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1952.</p>
<p>Fazendeiro do ar &amp; Poesia até agora. (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Claro enigma, Fazendeiro do ar). R. de Janeiro: J. Olympio, 1954.</p>
<p>Viola de bolso (incluindo Viola de bolso novamente encordoada); 2ª. ed. aumentada, Os Cadernos de Cultura, R. de Janeiro: J. Olympio, 1955.</p>
<p>Soneto da buquinagem (incluído em Viola de bolso novamente encordoada). Rio de Janeiro: Philobiblion, 1955 (100 exemplares).</p>
<p>Ciclo (incluído em A vida passada a limpo e em Poemas). Recife: O Gráfico Amador, 1957. (96 exemplares).</p>
<p>Poemas (Alguma poesia, Brejo das Almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Claro enigma, Fazendeiro do ar, A vida passada a limpo). R. de Janeiro: J. Olympio, 1959.</p>
<p>Lição de coisas. R. de Janeiro: J. Olympio, 1964.</p>
<p>Obra completa. (Estudo crítico de Emanuel de Moraes, fortuna crítica, cronologia e bibliografia). R. de Janeiro: Aguilar, 1964 (publicada pela mesma editora sob o título Poesia completa e prosa (1973), e sob o título de Poesia e prosa (1979).</p>
<p>Versiprosa. R. de Janeiro: J. Olympio, 1967.</p>
<p>José &amp; Outros (José, Novos poemas, Fazendeiro do ar, A vida passada a limpo, 4 Poemas, Viola de bolso II). R. de Janeiro: J. Olympio, 1967.</p>
<p>Boitempo &amp; A falta que ama. Rio de Janeiro: Sabiá, 1968.</p>
<p>Nudez (incluído em Poemas). Recife: Escola de Artes, 1979 (50 exemplares).</p>
<p>Reunião (Alguma poesia, Brejo das almas, Sentimento do mundo, José, A rosa do povo, Novos poemas, Clara enigma, Fazendeiro do ar, A vida passada a limpo, Lição de coisas, 4 Poemas). R. de Janeiro: J. Olympio, 1969.</p>
<p>D. Quixote (Glosas a 21 desenhos de Cândido Portinari). R. de Janeiro: Diagraphis, 1972.</p>
<p>As impurezas do branco. R. de Janeiro: J. Olympio, 1973.</p>
<p>Menino antigo (Boitempo II). R. de Janeiro: J. Olympio, 1973.</p>
<p>Minas e Drummond. (ilustrações de Yara Tupinambá, Wilde Lacerda, Haroldo Mattos, Júlio Espíndola, Jarbas Juarez, Álvaro Apocalypse e Beatriz Coelho). Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais,1973 (500 exemplares).</p>
<p>Amor, amores (desenhos de Carlos Leão). Rio de Janeiro: Alumbramento, 1975 (423 exemplares).</p>
<p>A visita (incluído em A paixão medida) (fotos de Maureen Bisilliat). São Paulo: edição particular, 1977 (125 exemplares).</p>
<p>Discurso de primavera e algumas sombras. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1977.</p>
<p>O marginal Clorindo Gato (incluído em A paixão medida). R. de Janeiro: Avenir, 1978.</p>
<p>Nudez (incluído em Poemas). Recife: Escola de artes, 1979 (50 exemplares).</p>
<p>Esquecer para lembrar (Boitempo III). R. de Janeiro: J. Olympio, 1979.</p>
<p>A paixão medida (desenhos de Emeria Marcier). R. de Janeiro: Alumbramento, 1980. (643 exemplares).</p>
<p>Nova Reunião &#8211; 19 livros de poesias. R. de Janeiro: J. Olympio, 1983</p>
<p>O elefante (Ilustrações de Regina Vater). R. de Janeiro: Record. Coleção Abre-te Sésamo, 1983.</p>
<p>Caso do vestido. R. de Janeiro: Rioarte, 1983 (adaptado para o teatro por Aderbal Júnior).</p>
<p>Corpo (Ilustrações de Carlos Leão). R. de Janeiro: Record, 1984.</p>
<p>Mata Atlântica (fotos de Luiz Cláudio Marigo, texto de Alceo Magnani). R. de Janeiro: Chase Banco Lar/AC&amp;M, 1984.</p>
<p>Amor, sinal estranho (litografias originais de Bianco). R. de Janeiro: Lithos Edições de Arte, 1985 (100 exemplares).</p>
<p>Amar se aprende amando. R. de Janeiro: Record, 1985.</p>
<p>Pantanal (fotos de Luiz Cláudio Marigo, texto de Alceo Magnani). R. de Janeiro: Chase Banco Lar/AC&amp;M, 1985.</p>
<p>Boitempo I e II (Reunião de poemas publicados anteriormente nos livros Boitempo, Menino antigo e Esquecer para lembrar). R. de Janeiro: Record, 1986.</p>
<p>O prazer das imagens (fotografias de Hugo Rodrigo Octavio &#8211; legendas inéditas de Carlos Drummond de Andrade). São Paulo: Metal Leve/Hamburg, 1987 (500 exemplares).</p>
<p>Poesia Errante: derrames líricos, e outros nem tanto ou nada. R. de Janeiro: Record, 1988.</p>
<p>Arte em Exposição. R. de Janeiro: Salamandra/Record, 1990.</p>
<p>O Amor Natural. (Ilustrações Milton Dacosta). R. de Janeiro: Record, 1992.</p>
<p>A Vida Passada a Limpo. R. de Janeiro: Record, 1994.</p>
<p>Rio de Janeiro (fotos de Michael Sonnenberg). Liechtenstein: Verlag Kunt und Kultur, 1994.</p>
<p>Farewell. R. de Janeiro: Record, 1996.</p>
<p>A Senha do Mundo. R. de Janeiro: Record, 1996; (reeditado em 1998, pela Record, com o título de Verso na Prosa, Prosa no Verso).</p>
<p>A Cor de Cada um. R. de Janeiro: Record, 1996; (reeditado em 1998, pela Record, com o título de Verso na Prosa, Prosa no Verso).</p>
<p>José &amp; Outros. Rio de Janeiro: Record, 2003; (reunião dos livros José, Novos Poemas e Fazendeiro do ar).</p>
<p>Fala, amendoeira. R. de Janeiro: J. Olympio, 1957.</p>
<p>A bolsa &amp; a vida. R. de Janeiro: Editora do Autor, 1962.</p>
<p>Cadeira de balanço. R. de Janeiro: J. Olympio, 1966.</p>
<p>Caminhos de João Brandão. R. de Janeiro: J. Olympio, 1970.</p>
<p>O poder ultrajovem. R. de Janeiro: J. Olympio, 1972.</p>
<p>De notícias &amp; não notícias faz-se a crônica. R. de Janeiro: J. Olympio, 1974.</p>
<p>Os dias lindos. R. de Janeiro: J. Olympio, 1977.</p>
<p>Crônica das favelas cariocas. R. de Janeiro: edição particular, 1981.</p>
<p>Boca de luar. R. de Janeiro: Record, 1984.</p>
<p>Crônicas de 1930/1934 (Crônicas assinadas com os pseudônimos: Antônio Crispim e Barba Azul). Belo Horizonte: Revista do Arquivo Público Mineiro, 1984. [Reeditado em 1987 pela Secretaria da Cultura de Minas Gerais - ilustrações de Ana Raquel.]</p>
<p>Moça deitada na grama. R. de Janeiro: Record, 1987.</p>
<p>Auto-Retrato e Outras Crônicas. Seleção Fernando Py. R. de Janeiro: Record, 1989.</p>
<p>O Sorvete e Outras Histórias. São Paulo: Ática, 1993.</p>
<p>Vó Caiu na Piscina. R. de Janeiro: Record, 1996.</p>
<p>Quando é dia de futebol. Rio de Janeiro: Record, 2002.</p>
<p>O gerente (incluído em Contos de aprendiz). R. de Janeiro: Horizonte, 1945.</p>
<p>Contos de aprendiz. R. de Janeiro: J. Olympio, 1951.</p>
<p>70 historinhas. R. de Janeiro: J. Olympio, 1978. (Seleção de textos dos livros de crônicas: Fala amendoeira, A bolsa &amp; a vida, Cadeira de balanço, Caminhos de João Brandão, O poder ultrajovem, De notícias &amp; não notícias faz-se a crônica e Os dias lindos.)</p>
<p>Contos plausíveis (ilustrações de Irene Peixoto e Márcia Cabral). R. de Janeiro: J. Olympio/Editora JB, 1981.</p>
<p>O pipoqueiro da esquina (Desenhos de Ziraldo). R. de Janeiro: Codecri, 1981.</p>
<p>História de dois amores (Desenhos de Ziraldo). R. de Janeiro: Record, 1985.</p>
<p>Criança dagora é fogo. R. de Janeiro: Record, 1996.</p>
<p>Confissões de Minas. R. de Janeiro: Americ-Edit., 1944.</p>
<p>Passeios na ilha. R. de Janeiro: Simões,1952.</p>
<p>Minas Gerais (Antologia). R. de Janeiro: Editora do Autor, 1967. Coleção Brasil, Terra &amp; Alma.</p>
<p>A Lição do amigo (cartas de Mário de Andrade &#8211; introdução e notas de CDA). R. de Janeiro: J. Olympio, 1982.</p>
<p>Em certa casa da rua Barão de Jaguaribe (ata comemorativa dos 20 anos do Sabadoyle). R. de Janeiro: Biblioteca Plínio Doyle, 1984.</p>
<p>O observador no escritório (Memória). R. de Janeiro: Record, 1985.</p>
<p>Tempo, vida, poesia (entrevistas à Rádio MEC). R. de Janeiro: Record, 1986.</p>
<p>Saudação a Plínio Doyle. R. de Janeiro: Biblioteca Plínio Doyle, 1986.</p>
<p>O avesso das coisas (Aforismos &#8211; ilustrações de ]immy Scott). R. de Janeiro: Record, 1987.</p>
<p>Português</p>
<p>Neste caderno&#8230; In: 10 Histórias de bichos (em colaboração com Godofredo Rangel, Graciliano Ramos, João Alphonsus, Guimarães Rosa, J. Simões Lopes Neto, Luís Jardim, Maria Julieta,Marques Rebelo, Orígenes Lessa, Tristão da Cunha). R. de Janeiro: Condé, 1947 (220 exemplares).</p>
<p>50 poemas escolhidos pelo autor. R. de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1956.</p>
<p>Antologia poética. R. de Janeiro: Editora do Autor, 1962.</p>
<p>Quadrante (em colaboração com Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga). R. de Janeiro: Editora do Autor, 1962.</p>
<p>Quadrante II (em colaboração com Cecília Meireles, Dinah Silveira de Queiroz, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga). R. de Janeiro: Editora do Autor, 1963.</p>
<p>Antologia poética (seleção e prefácio de Massaud Moisés). Lisboa: Portugália, 1965. Coleção Poetas de Hoje.</p>
<p>Vozes da cidade (em colaboração com Cecília Meireles, Genolino Amado, Henrique Pongetti, Maluh de Ouro Preto, Manuel Bandeira e Raquel de Queirós). R. de Janeiro: Record, 1965.</p>
<p>Rio de Janeiro em prosa &amp; verso (antologia em colaboração com Manuel Bandeira). R. de Janeiro: J. Olympio, 1965. Coleção Rio 4 Séculos.</p>
<p>Uma pedra no meio do caminho (biografia de um poema). Apresentação de Arnaldo Saraiva). R. de Janeiro: Editora do Autor, 1967.</p>
<p>Seleta em prosa e verso (estudo e notas de Gilberto Mendonça Teles). R. de Janeiro: J. Olympio, 1971.</p>
<p>Elenco de cronistas modernos (em colaboração com Clarice Lispector, Fernando Sabino, Manuel Bandeira, Paulo Mendes Campos, Raquel de Queirós e Rubem Braga). R. de Janeiro: Sabiá, 1971.</p>
<p>Atas poemas. Natal na Biblioteca de Plínio Doyle (em colaboração com Alphonsus de Guimaraens Filho, Enrique de Resende, Gilberto Mendonça Teles, Homero Homem, Mário da Silva Brito, Murilo Araújo, Raul Bopp, Waldemar Lopes). R. de Janeiro, Sabadoyle, 1974.</p>
<p>Para gostar de ler (em colaboração com Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Rubem Braga). São Paulo: Ática, 1977-80.</p>
<p>Para Ana Cecília (em colaboração com João Cabral de Melo Neto, Mauro Mota, Odilo Costa Filho, Ledo lvo, Marcus Accioly e Gilberto Freire). Recife: Edição Particular, 1978.</p>
<p>O melhor da poesia brasileira (em colaboração com João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira e Vinícius de Moraes). R. de Janeiro: J. Olympio, 1979.</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade. Seleção de textos, notas, estudo biográfico, histórico-crítico e exercícios de Rita de Cássia Barbosa. São Paulo: Abril, 1980.</p>
<p>Literatura comentada. São Paulo: Abril, 1981.</p>
<p>Antologia poética. São Paulo: Abril Cultural, 1982.</p>
<p>Quatro vozes (em colaboração com Rachel de Queiroz, Cecília Meirelles e Manuel Bandeira). R. de Janeiro: Record, 1984.</p>
<p>60 anos de poesia. (organização e apresentação de Arnaldo Saraiva). Lisboa: O Jornal, 1985.</p>
<p>Quarenta historinhas e cinco poemas (leitura e exercícios para estudantes de Português nos EUA). Flórida: University of Florida, 1985.</p>
<p>Bandeira &#8211; A vida inteira (textos extraídos da obra de Manuel Bandeira e 21 poemas de Carlos Drummond de Andrade &#8211; fotos do Arquivo &#8211; Museu de Literatura da Fundação Casa Rui Barbosa). R. de Janeiro: Alumbramento/Livroarte, 1986.</p>
<p>Álbum para Maria Julieta. Coletânea de dedicatórias reunidas por Carlos Drummond de Andrade para sua filha, acompanhado de texto extraído da obra do autor. R. de Janeiro: Alumbramento / Livroarte, 1989.</p>
<p>Obra poética. Portugal: Publicações Europa-América, 1989. Rua da Bahia (em colaboração com Pedro Nava). Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 1990.</p>
<p>Setecontos, setencantos (em colaboração com Caio Porfírio Carneiro, Herberto Sales, Ideu Brandão, Miguel Jorge, Moacyr Scliar e Sergio Faraco &#8211; organizado por Elias José). São Paulo: FTD.</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade (org. de Fernando Py e Pedro Lyra). R. de Janeiro: Agir,1994.</p>
<p>As palavras que ninguém diz. (Seleção Luzia de Maria). R. de Janeiro: Record, 1997, (Mineiramente Drummond).</p>
<p>Histórias para o Rei. (Seleção Luzia de Maria). R. de Janeiro: Record, 1997 (Mineiramente Drummond).</p>
<p>A palavra mágica. (Seleção Luzia de Maria). R. de Janeiro: Record, 1997 (Mineiramente Drummond).</p>
<p>Os amáveis assaltantes. R. de Janeiro: Agora Comunicação Integrada, 1998.</p>
<p>EM OUTRAS LÍNGUAS</p>
<p>Poesie (tradução de Curt Meyer-Clason). Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1965.</p>
<p>Gedichte (tradução de Curt Meyer-Clason). Frankfurt: Suhrkamp Verlag, 1982.</p>
<p>lybctbo ba cbeta (tradução de Alexandre Muratov e Atanas Daltchev). Sófia: Narodna Cultura, 1977.</p>
<p>Antologia da poesia brasileira (seleção de Antônio Carlos Secchin e tradução de Zhao Deming). Pequim: Embaixada do Brasil, 1994.</p>
<p>Verdensfornemmelse og Andre Digte (Tradução de Peter Poulsen). Copenhague: Borgens Forlag, 2000.</p>
<p>Poemas (seleção, versão e introdução de Rafael Santos Torroella). Madri: Ediciones Rialp, 1951. Colección Adonai.</p>
<p>Dos poemas (traduzidos por Manuel Grana Etcheverry). Buenos Aires: Ediciones Botella al Mar, 1953.</p>
<p>Poetas del siglo veinte. Carlos Drummond de Andrade (seleção e versão de Ramiro de Casasbellas). Buenos Aires: Ediciones Poesia, 1957.</p>
<p>Poesía de Carlos Drurnmond de Andrade (tradução de Armando Uribe Arce, Thiago de Mello e Fernando de Alencar). Santiago do Chile: Cadernos Brasileiros: Série Poesia, 1963.</p>
<p>Seis Poetas Contemporáneos del Brasil (tradução Manuel Grana Etcheverry). La Paz: Embajada del Brasil, 1966 (Cuadernos Brasilenos).</p>
<p>Mundo, vasto mundo (Tradução de Manuel Grana Etcheverry). Buenos Aires: Editorial Losada, 1967. Colección Poetas de Ayer y de Hoy.</p>
<p>Poemas (introdução, seleção e notas de Munoz-Unsain). Havana: Casa de las Americas, 1970.</p>
<p>La bolsa y la vida (tradução de Maria Rosa Oliver). Buenos Aires: Ediciones de la Flor, 1973.</p>
<p>Poemas (tradução de Leonidas Cevallos). Lima: Centro de Estudios Brasilenos, 1976. Drummond de Andrade (tradução Gabriel Rodriguez). Caracas: Dirección General de Cultura de la Gobernación del Distrito Fedreal, 1976.</p>
<p>Amar-amargo y otros poemas (tradução de Estela dos Santos). Buenos Aires: Calicanto, 1978.</p>
<p>El poder ultrajovem (tradução de Estela dos Santos). Buenos Aires: Editorial Sudamericana,1978.</p>
<p>Dos cuentos y dos poemas binacionales (em colaboração com Sergio Faraco e Jorge Medoza Enriguez). Santiago do Chile: Instituto Chileno-Brasileño de Cultura de Concepción, 1981.</p>
<p>Poemas (tradução, seleção e introdução de Francisco Cervantes). México: Premià, 1982.</p>
<p>Don Quijote (tradução de Edmund Font &#8211; gravuras de Portinari). México: Secretaría de Educación Pública, 1985 (3.000 exemplares).</p>
<p>Antología Poética (tradução, introdução, cronologia e bibliografia de Cláudio Murilo). Madri: Instituto de Cooperación Ibero-americana/Ediciones Cultura Hispánica, 1986.</p>
<p>Poemas (tradução Renato Sandoval). Lima: Embajada del Brasil, 1989 (Tierra Brasilena).</p>
<p>Itabira (Antología) (tradução Pablo del Barco). Madri: Visor,1990.</p>
<p>Historia de dos poemas (tradução Gloria Elena Bernal). México: SEP, 1992.</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade. México: Fondo Nacional para Actividades Sociales, s. d. (Poesia Moderna).</p>
<p>Réunion. (Tradução de Jean-Michel Massa). Paris: Aubier-Montaigne, 1973.</p>
<p>Fleur, téléphone et jeune fille&#8230; (antologia organizada por Mário Carelli). Paris: L&#8217;Alphée, 1980.</p>
<p>Drummond: une esquisse. R. de Janeiro: Alumbramento / Livroarte, 1981.</p>
<p>Conversation extraordinaire avec une dame de ma connaissance et autres nouvelles. (Tradução de Mario Carelli e outros). Paris: A. M. Métailié, 1985.</p>
<p>Mon éléphant. (Tradução de Vivete Desbans. Ilustrações de Hélène Vicent). Paris: Éditions ILM, 1987. Collection bilingue.</p>
<p>Poésie (tradução Didier Lamaison). Paris: Gallimard, 1990.</p>
<p>Gedichten (tradução de August Willensem). Amsterdam: Uitgeverij de Arbeiderspers,1980.</p>
<p>20 gedichten van Carlos Drummond de Andrade (tradução de August Willensen &#8211; Fotos de Sérgio Zalis). Amsterdam: Riksakademie van beeldende Kunsten, 1983.</p>
<p>De liefde, natuurlijk: gedichten (tradução August Willemsen). Amsterdam: Uitgeverij de Arbeiderspers,1992.</p>
<p>Farewell (tradução August Wil)emsen). Amsterdam: Uitgeverij de Arbeiderspers, 1996.</p>
<p>In the middle of the road (tradução de John Nist). Tucson: University of Arizona Press, 1965.</p>
<p>Souvenir of the ancient world (tradução de Mark Strand). New York: Antaeu, 1976.</p>
<p>Poems (tradução de Virgínia de Araújo). Palo Alto: WPA, 1977.</p>
<p>The minus sign (tradução de Virgínia de Araújo). Redding Ridge: Black Scvan Books, 1980.</p>
<p>The minus sign (tradução de Virgínia de Araújo). Manchester: Carcanet New Press, 1981.</p>
<p>Travelling in the family (selected poems) (tradução de Elizabeth Bishop e Gregory Rabassa). Nova York: Random House; Toronto: Random House of Canada, 1986.</p>
<p>Sentimento del Mondo (Tradução Antonio Tabucchi). Torino: Giulio Einaudi, 1987 (Poesia).</p>
<p>Un Chiaro Enigma (tradução Fernanda Toriello). Bari: Stampa Puglia, 1990.</p>
<p>La Visita (tradução Luciana Stegagno Picchio). Milão: Libri Scheiwiller, 1996.</p>
<p>Racconti Plausibili (tradução Alessandra Ravatti). Roma: Fahrenheit, 1996.</p>
<p>L’ Armore Naturale (tradução Fernanda Toriello). Bari: Adriatica, 1997.</p>
<p>Carmina drummondiana. (Tradução de Silva Bélkior). R. de Janeiro: Salamandra, 1982.</p>
<p>Tankar om Ordet Menneske. (Tradução Alf Saltveit). Oslo: Solum, 1992.</p>
<p>Natten och rosen (Tradução de Arne Lundgren). Estocolmo: Norstedt &amp; Söners, 1966.</p>
<p>En ros at folket. (Tradução de Arne Lundgren). Estocolmo: P.A. Norstedt &amp; Söners, 1980.</p>
<p>Fran oxens tid. (Tradução de Arne Lundgren). Estocolmo: P.A. Norstedt &amp; Söners, 1985.</p>
<p>Tvarsnitt. (Tradução Arne Lundgren). Estocolmo: Nordan, 1987.</p>
<p>Ljuset Spranger Natten. (Tradução Arne Lundgren). Lysekil: F. Forlag, 1990.</p>
<p>Fyzika strachu. (Tradução de Vladimir Mikes). Praga: Odeon, 1967.</p>
<p>Uma gota de veneno (Thérèse Desqueyroux), de François Mauriac. R. de Janeiro: Pongetti, 1943.</p>
<p>As relações perigosas (Les Liaisons dangereux), de Choderlos de Laclos. Porto Alegre: Globo,1947.</p>
<p>Os camponeses (Les Paysans), de Honoré de Balzac. In: A comédia humana. Porto Alegre: Globo, 1954.</p>
<p>A fugitiva (Albertine disparue), de Marcel Proust. Porto Alegre: Globo, 1956.</p>
<p>Dona Rosita, a solteira ou a linguagem das flores (Dona Rosita la soltera o el lenguaje de lãs flores), de Federico García Lorca. R. de Janeiro: Agir, 1959.</p>
<p>Beija-Flores do Brasil (Oiseaux-mouches Orthorynques du Brésil), de Th. Descourtilz. R. de Janeiro: Biblioteca Nacional, 1960.</p>
<p>O pássaro azul (L&#8217;Oiseau bleu), de Maurice Maeterlinck. Rio de Janeiro: Delta, 1962.</p>
<p>Artimanhas de Scapino (Les Fourberies de Scapin), de Molière. R. de Janeiro: Serviço de Documentação do MEC, 1962.</p>
<p>Fome (Sult), de Knut Hamsun. R. de Janeiro: Delta,1963.</p>
<p>Boca de luar. São Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1985.</p>
<p>Corpo. São Paulo: Fundação para o Livro do Cego no Brasil, 1990.</p>
<p>Sentimento do mundo. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2000.</p>
<p>Esfinge Clara &#8211; Garcia, Othon Moacyr (1955) &#8211; RJ.</p>
<p>Palavra puxa palavra em C. D. de Andrade &#8211; Garcia, Othon Moacyr (1955), RJ.</p>
<p>A rima na poesia de C. D. Andrade &#8211; Martins, Hélcio (1968) &#8211; RJ.</p>
<p>Drummond: a estilística da repetição &#8211; Teles, Gilberto M. (1970) &#8211; RJ.</p>
<p>Drummond rima Itabira mundo &#8211; Moraes, Emanuel de (1971) &#8211; RJ.</p>
<p>Terra e família na poesia de C. D. Andrade &#8211; Coelho, Joaquim-Francisco (1973) &#8211; RJ</p>
<p>Verso universo de Drummond &#8211; Merquior, José Guilherme (1975) &#8211; RJ.</p>
<p>Drummond de Andrade &#8211; Santiago, Silviano (1976) &#8211; Petrópolis.</p>
<p>A dramaticidade na poesia de Drummond &#8211; Schüler, Donald (1979); Porto Alegre.</p>
<p>Drummond: Análise da Obra &#8211; Sant&#8217;Anna, Affonso Romano de (1980); RJ.</p>
<p>Ó de Itabira (poema) &#8211; Accioly, Marcus (1980) &#8211; RJ.</p>
<p>Bibliografia comentada de Carlos Drummond de Andrade (1918-1930). Py, Fernando (1981) &#8211; RJ.</p>
<p>El erotismo en la poesía de Carlos Drummond de Andrade &#8211; Etcheverry, Manuel Graña (1990) &#8211; Buenos Aires.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.releituras.com/drummond_bio.asp">http://www.releituras.com/drummond_bio.asp</a></p>
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		<title>Contato</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 13:30:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Biblioteca Pública Municipal Prof. Diáulas de Azevedo &#8211; Complexo Turístico da Estação, s/n, Centro &#8211; Itabirito Funcionamento: de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h. Tel.: (31) 3561-1922 E-mail: mariza.almeida@pmi.mg.gov.br  moacirphd@yahoo.com.br<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=115&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Biblioteca Pública Municipal Prof. Diáulas de Azevedo &#8211; Complexo Turístico da Estação, s/n, Centro &#8211; Itabirito</p>
<p>Funcionamento: de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h.</p>
<p>Tel.: (31) 3561-1922</p>
<p>E-mail:</p>
<p><a href="mailto:mariza.almeida@pmi.mg.gov.br">mariza.almeida@pmi.mg.gov.br</a></p>
<p> <a href="moacirphd@yahoo.com.br">moacirphd@yahoo.com.br</a></p>
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		<title>Para gostar de ler</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 13:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moacirphd</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mural Literário]]></category>

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		<description><![CDATA[Temos que incentivar a leitura entre a nova geração    “Para gostar de ler” este é o lema da nossa biblioteca, inspirado no título de uma coleção de livros lançada no início da década de 1980 e que se compunha basicamente de crônicas escritas por alguns dos mais expressivos e ilustres escritores brasileiros. Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=102&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos que incentivar a leitura entre a nova geração </p>
<p><a href="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-108" title="1" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/11.jpg?w=470" alt=""   /></a> </p>
<p>“Para gostar de ler” este é o lema da nossa biblioteca, inspirado no título de uma coleção de livros lançada no início da década de 1980 e que se compunha basicamente de crônicas escritas por alguns dos mais expressivos e ilustres escritores brasileiros. Rubem Braga, Paulo Mendes Campos,<span id="more-102"></span> Fernando Sabino e Carlos Drummond de Andrade assinavam histórias deliciosas que ilustravam para os jovens leitores de então o cotidiano dos brasileiros de forma cômica, trágica, irônica, patética, melancólica,&#8230; Mais do que uma recordação de leitura agradável, o título desse artigo tem o interesse de despertar a atenção de bibliotecários, educadores, pais e estudantes para uma grave e importante situação vivida na realidade brasileira há um bom tempo, ou seja, o desinteresse pela leitura. </p>
<p> Ler muitas vezes virou sinônimo de tarefa, de remédio amargo (daqueles que temos que engolir para realmente melhorar de uma enfermidade) ou ainda, por incrível que pareça, de castigo. E o que podemos e devemos fazer em relação a isso? Apenas lamentar e continuar tocando o barco sem que nos responsabilizemos por um imprescindível resgate? Ou devemos nos ater a questão e pensar em algumas possibilidades de trabalho que valorizem essa ação tão básica quanto à água é para a sobrevivência dos seres humanos? </p>
<p> É isso mesmo, precisamos tanto da leitura quanto da água se queremos viver intensamente. É praticamente impossível imaginar que alguém seja capaz de desenvolver plenamente suas habilidades e competências se não tiver o agradável hábito da leitura. Ao lermos livros criamos um rico intercâmbio com autores e pesquisadores, com literatos e cientistas; somos capazes de entender a fotossíntese ou ainda de dar a volta ao mundo em oitenta dias (em pleno século XIX!); compreendemos melhor as semelhanças e diferenças entre os homens e aprendemos a nos relacionar melhor com a diversidade; entendemos um pouco de mecânica e também de filosofia&#8230; </p>
<p><a href="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-105" title="2" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/2.jpg?w=470" alt=""   /></a> </p>
<p><strong>A espontaneidade na busca por livros deve ser sempre o nosso objetivo, </strong><strong><br />
<strong>se conseguirmos estimular nossos leitores a realizar essa atividade independentemente </strong><br />
<strong>de qualquer compromisso ou tarefa  teremos atingido as metas previstas!</strong></strong>  </p>
<p>Mas, o que podemos realmente fazer para estimular a leitura?   </p>
<p>Talvez o primeiro passo seja oferecer alternativas de leitura e não apenas impor determinados títulos que respondam a necessidades imediatas e premências impostas pelas secretarias e delegacias de ensino. Ao invés de obrigar a ler os títulos que irão ser cobrados no vestibular, que tal uma lista com alguns títulos para permitir a escolha. Qual livro gostariam de ler? Entre esses livros alternativas como Machado de Assis, William Shakespeare, Miguel de Cervantes, Carlos Drummond de Andrade ou Lígia Fagundes Telles ao lado de autores que tenham menos requinte e sofisticação mas que sejam interessantes e populares como Júlio Verne, Agatha Christie, Paulo Coelho, J. K. Rowling, Dan Brown ou Jô Soares.<br />
Afinal de contas queremos que as pessoas leiam e se interessem pela leitura, que criem uma relação prazerosa com os livros e, para isso, temos que dar-lhes uma ampla gama de títulos pelos quais possam começar, mesmo que isso signifique abdicar de certos purismos que ainda prevalecem. Na verdade o trabalho de incentivo a leitura teria que começar muito mais cedo, mais exatamente, durante a alfabetização, no momento em que nossas crianças tomassem contato com as primeiras letras. </p>
<p><a href="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-110" title="3" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/3.jpg?w=470" alt=""   /></a> </p>
<p><strong>Ler histórias para as crianças e fazer com que elas entrem no clima das tramas relatadas </strong><strong><br />
<strong>cria verdadeira empatia com a leitura entre os pequenos e leva ao cultivo desse salutar </strong><br />
<strong>hábito em etapas posteriores de suas vidas.</strong></strong>   </p>
<p>A curiosidade natural das crianças nesse estágio de suas vidas seria um combustível natural para mobilizar e consolidar a leitura desde que houvesse em casa e na escola um trabalho de incentivo por parte de pais e professores. Esse empenho por parte dos progenitores e também dos educadores teria que ser feito a partir da disponibilização de livros adequados a essas faixas etárias e também a seu desenvolvimento quanto à leitura.  </p>
<p>A leitura compartilhada por parte dos adultos em relação às crianças também auxilia, e muito, a definir entre as crianças a atividade em questão como um grande prazer. Para isso é importante que pais, avós, contadores de histórias, professores, bibliotecários e toda a corrente daqueles responsáveis por formarem leitores (cidadãos), se sentem regularmente com as crianças e não apenas leiam as histórias dos livrinhos, mas também que  se dediquem a dar vida aos textos que trabalham. </p>
<p>Isso significa, na prática, que se deve dar entonações diferenciadas aos personagens, descrever em detalhes os ambientes, mobilizar-se fisicamente em relação à leitura para dar mais ênfase e destaque as situações relatadas e, depois, fazer que as crianças falem sobre o que ouviram, desenhem, releiam a história (individual ou conjuntamente) e que também escrevam sobre o que foi lido.   </p>
<p>Outra importante iniciativa ainda nesse primeiro momento de contato entre as crianças e a leitura é a utilização das histórias em quadrinhos. Por muito tempo os quadrinhos foram condenados e se desprezavam as qualidades gráficas, a técnica e também a criatividade dos grandes artistas do setor. Atualmente é praticamente consensual que a leitura de “revistinhas” pode ser uma atividade muito enriquecedora para as crianças. </p>
<p>Personagens como Mafalda, Mônica, Cebolinha, Asterix, Tintin, Recruta Zero, Garfield, Calvin, Mickey, Donald, Zé Carioca e tantos outros tem muito a conceder em termos de experiência, conteúdo, vocabulário e conhecimento para nossos pequenos estudantes. Nos quadrinhos há espaço para as discussões mais diversas possíveis:- das relações humanas a crise da economia, dos problemas da escola a degradação ambiental, da fome as vitórias no esporte,&#8230; </p>
<p><a href="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-111" title="4" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/4.jpg?w=470&#038;h=202" alt="" width="470" height="202" /></a> </p>
<p>  <strong>Há grande riqueza de idéias nas histórias em quadrinhos. Além dos textos apresentados </strong><strong><br />
<strong>nos balões as crianças são incentivadas a deduzir e interpretar as expressões dos </strong><br />
<strong>personagens, o cenário em que as situações acontecem e, até mesmo, os detalhes </strong><br />
<strong>que compõem as cenas. É recurso valioso para levar as crianças a gostar de ler. </strong><br />
<strong>(Acima três ícones dos quadrinhos, a produção de Walt Disney, Asterix e Mafalda).</strong></strong> </p>
<p>Agora, em qualquer etapa do desenvolvimento é imprescindível que se perceba o quanto à leitura é agradável e importante para o crescimento pessoal e profissional de uma pessoa. Nesse aspecto é necessário coerência quanto a sua atitude e ação. Isso significa que não adianta nada pregar em favor da leitura se, no caso, a realização frequente de leituras não for prática corrente entre aqueles que pregam esse hábito.   </p>
<p>Isso inclui a atualização através de revistas e jornais ou também da Internet, mas refere-se principalmente ao contato constante com livros. O profissional que  não lê regularmente não consegue se desenvolver e, obviamente, não atualiza seus conhecimentos e suas práticas, sua visão de mundo é estreita e a sua capacidade de se relacionar com as pessoas se atrofia.</p>
<p>A leitura no ambiente doméstico também serve como um referencial para a relação entre as crianças e os livros. Se os pais têm o hábito da leitura é muito provável que comprem, valorizem e estimulem a formação de uma biblioteca particular que será compartilhada com os filhos. A existência de um acervo e também o contato frequente com jornais e revistas aumenta a curiosidade e leva as crianças e adolescentes a adquirir o hábito de folhear e ler livros, notícias e artigos. </p>
<p>É claro que em relação aos investimentos na leitura sempre irão surgir questionamentos, principalmente quanto aos custos decorrentes desse empreendimento. Nunca há dinheiro para livros, entretanto, estranhamente não faltam recursos para o churrasco do final de semana ou para ir a um show ou a uma pizzaria. É claro que não estou dizendo que não devamos mais nos divertir para comprar livros, apenas alerto para a necessidade de administrarmos melhor os nossos orçamentos para que possamos, aos poucos, montar nossos pequenos acervos e, dessa forma despertar o interesse em nossas crianças. O mesmo deve ser feito em relação às bibliotecas escolares e municipais, ou seja, que sejam reservadas verbas anuais prevendo a aquisição de mais títulos, mesmo que isso implique em adiar por algum tempo a atualização de algum equipamento ou uma pintura extra nas paredes da escola&#8230;  </p>
<p>Fonte: <a href="http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=394">http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=394 </a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/102/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=102&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>História das bibliotecas</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 12:09:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>moacirphd</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mural Literário]]></category>

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		<description><![CDATA[A antiga e recente história das bibliotecas é marcada por fatos de pura resistência do conhecimento. Ela vem sofrendo ao longo dos anos a ação do tempo, as guerras, a censura, e mesmo assim elas conseguiram sobreviver a todos os ataques. Na Idade Média, por exemplo, as bibliotecas quase foram extintas, vindo principalmente pela ação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=90&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A antiga e recente <strong>história das bibliotecas</strong> é marcada por fatos de pura resistência do conhecimento. Ela vem sofrendo ao longo dos anos a ação do tempo, as guerras, a censura, e mesmo assim elas conseguiram sobreviver a todos os ataques. Na Idade Média, por exemplo, as bibliotecas quase foram extintas, vindo principalmente pela ação de censura da Igreja Católica. Mas, contraditoriamente, foram nos mosteiros, preservadas em esconderijos, e que elas conseguiram mais uma vez se salvar. Um bom exemplo desse tipo de operação medieval foi resgatado no romance &#8220;0 nome da Rosa&#8221;, de autoria de Humberto. Na verdade, as bibliotecas são a metáfora do fênix, que, segundo a tradição egípcia, era uma ave fabulosa que durava muitos séculos e, quando queimada, renascia das próprias cinzas.</p>

<a href='http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/03/01/historia-das-bibliotecas/clip_image001/' title='clip_image001'><img data-attachment-id='91' data-orig-size='270,209' data-liked='0'width="150" height="116" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/clip_image001.jpg?w=150&#038;h=116" class="attachment-thumbnail" alt="clip_image001" title="clip_image001" /></a>
<a href='http://bibliotecaitabirito.wordpress.com/2010/03/01/historia-das-bibliotecas/2-foto/' title='2 foto'><img data-attachment-id='92' data-orig-size='240,320' data-liked='0'width="112" height="150" src="http://bibliotecaitabirito.files.wordpress.com/2010/03/2-foto.jpg?w=112&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="2 foto" title="2 foto" /></a>

<p>Monge escriba medieval. </p>
<p>Biblioteca moderna em Chambery, França<span id="more-90"></span></p>
<h2>Momentos Históricos</h2>
<p>Toda a saga das bibliotecas antecede a própria história do livro e vai encontrar abrigo no momento em que a humanidade começa a dominar a escrita. As primeiras bibliotecas que se tem notícia são chamadas &#8220;minerais&#8221;, pois seus acervos eram constituídos de tabletes de argila: depois vieram as bibliotecas vegetais e animais, constituídas de rolos de papiros e pergaminhos. Essas são as bibliotecas dos babilônios, assirios, egípcios, persas e chineses. Mais tarde, com o advento do papel, fabricado pelos árabes, começam-se a formar as bibliotecas de papel e, mais tarde, as de livro propriamente dito. Até o momento, os historiadores acreditam que a biblioteca mais antiga seja a do rei Assurbanipal (século VII a.C.), cujo acervo era formado de placas de argila escritas em caracteres cuneiformes. Mas nenhuma foi tão famosa como a biblioteca de Alexandria, no Egito. Ela teria de 40 a 60 mil manuscritos em rolos de papiro, chegando a possuir 700 mil volumes. A sua fama é atribuída, além à grande quantidade de documentos, também aos três grandes incêndios de que foi vítima. Mas outras bibliotecas também tiveram grande importância, como as bibliotecas judaicas, em Gaza; a de Nínive, da Mesopotâmia; e a biblioteca de Pérgamo, que foi incorporada à de Alexandria, antes de sua destruição. Os gregos também possuíam bibliotecas, mas as mais importantes eram particulares de filósofos e teatrólogos. A partir do século XVI é que as bibliotecas realmente se transformam, tendo como característica a localização acessível, passam a ter caráter intelectual e civil, a democratização da informação é especializada em diferentes áreas do conhecimento. No Brasil, a biblioteca oficial foi a atual Biblioteca Nacional e Pública, do Rio de Janeiro, que se tornou do Estado em 1825. Essa biblioteca era constituída dos livros do rei de Portugal Dom José I e foi trazida para o Brasil por Dom João VI, em 1807. Junto à Biblioteca Nacional, outra de grande importância no Brasil é a Biblioteca Municipal de São Paulo fa.</p>
<h2>Considerações Finais</h2>
<p>Nos dias atuais, as bibliotecas vêm se adaptando ao processo de inovações tecnológicas ocorridas com a evolução da humanidade, sendo que uma das principais características da biblioteca do futuro, é que a mesma apresentará não mais o volume do seu acervo, e sim a disponibilidade de poder disseminar informações com outras instituições através das novas tecnologias informacionais. Apesar de ainda mostrar muito fôlego, os livros, que compõem a maior parte dos acervos das bibliotecas, provavelmente em um futuro bem próximo, serão armazenados em CD-Rom, multimídia, Internet e outros mecanismos de armazanamento de dados eletro &#8211; eletrônicos.</p>
<p>Fonte:<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_das_bibliotecas"> <cite>http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_das_bibliotecas</cite></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bibliotecaitabirito.wordpress.com/90/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bibliotecaitabirito.wordpress.com&amp;blog=11942198&amp;post=90&amp;subd=bibliotecaitabirito&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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